O Tribunal do Júri condenou Dhyon Lennon Stavicki, 32 anos, a 21 anos de prisão por homicídio no início da noite desta terça-feira (13), no Fórum de Guaramirim. Ele assassinou Divana Peres, de 24 anos, em Schroeder. De acordo com a promotora Graziele dos Prazeres Cunha, houve quatro qualificações: motivo fútil, cruel, sem possibilidade de defesa e feminicídio. A sessão foi presidida pela juíza Tatiana Cunha Espezim. O julgamento foi tumultuado.
No momento em que a promotora mostrou as fotos do corpo de Divana após o estrangulamento, o irmão da vítima teve de ser contido por um agente do Departamento da Administração Prisional (Deap) para não avançar sobre o acusado. No mesmo momento, a mãe de Divana desmaiou e foi socorrida pelos presentes. O motivo como a jovem foi morta foi, inclusive, um dos pontos que ajudaram a refutar a tese da defesa de Stavicki, que buscava a condenação por homicídio culposo, sem intenção de matar.
“A defesa alegou que seria uma morte sem querer, acidental, em que ele apertou o pescoço dela imprudentemente. Mas isso foi contrário as provas dos autos. A morte por esganadura é tipicamente homicida. Não tem como ser de forma acidental. O perito explicou para os jurados que uma pessoa leva cerca de quatro minutos para sufocar, tem que apertar com muita força. As marcas da mão dele estavam no pescoço dela. A gente defendeu que a forma como ele a matou foi cruel”, afirma a promotora.
O crime aconteceu no dia 13 de março de 2016, na residência da vítima, na rua Gabriel Vargas, no bairro Schroeder I. Dhyon Lennon se entregou e confessou o crime. O assassino alegou que matou Divana acidentalmente. Ao delegado Daniel Dias, responsável pelo inquérito na época, disse que entrou em luta corporal com a vítima e que saiu do local sem se dar conta que a jovem havia morrido.