O Tribunal do Júri realizou mais uma sessão nesta terça-feira (21), no Fórum de Jaraguá do Sul. Jeferson dos Santos sentou no banco dos réus foi condenado a 23 anos e seis meses por homicídio duplamente qualificado e por integrar organização criminosa. A sentença do julgamento iniciado às 9h saiu no final da tarde, às 18h25. Na sessão que contava apenas com a presença dos membros do Judiciário, da Polícia Militar e do Departamento de Administração Prisional (Deap), outras duas pessoas foram condenadas sem estar na frente dos sete jurados. Elivelto de Godoi foi condenado pelo Júri a 25 anos e oito meses por participação no homicídio e por pertencer a organização criminosa. Godoi não participou do julgamento porque está cumprindo prisão domiciliar após ser espancado no Presídio Regional de Itajaí. A terceira ré é Laura Cristina da Silva, que foi condenada a quatro anos e seis meses por integrar a organização criminosa. Laura está atualmente em liberdade. Jeferson e Elivelto foram acusados de coautoria no assassinato de Ariano Rodrigues em um “tribunal do crime” ocorrido na noite do dia 1º de abril de 2016, na rua Victor Rosemberg, no bairro Vila Lenzi. Além do assassinato duplamente qualificado, por motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, os dois foram acusados de integrar organização criminosa, no caso o Primero Grupo Catarinense (PGC).
Crime ocorreu na noite do dia 1º de abril de 2016, na rua Victor Rosemberg, no bairro Vila Lenzi | Foto Fábio Junkes/Arquivo OCP
Além de Jeferson, Elivelto e Laura, outras duas pessoas e dois menores são citados no processo. Os dois adultos serão julgados em outro júri. A sessão foi presidida pela juíza Anna Finke Suszek, a acusação foi realizada pelo promotor Márcio Cota e a defesa ficou por conta do defensor público Sidney Hideo Gomes. O advogado defendeu a absolvição de Jeferson, pois ele foi decretado pela facção, ou seja, jurado de morte. Por isso, ele precisaria matar um agente de segurança pública ou mesmo uma pessoa denominada pela facção. Neste caso, o réu não teria escolha e deveria ser absolvido pelo homicídio. Ele citou que não havia materialidade na acusação contra Elivelto, pois apenas uma testemunha apontava sua presença no local. Mas acabou prevalecendo a tese do promotor, que defendeu as acusações feitas no inquérito da Polícia Civil e enfatizou o fato de Jeferson ter confessado a autoria do crime. O promotor, na peça de acusação, deixa claro que o crime foi decorrente de uma ordem dada pelo “disciplina” da facção em Jaraguá do Sul, também citado no inquérito. O fato dos acusados terem envolvimento com o tráfico de drogas e serem efetivamente membros do PGC também fizeram parte da acusação. Ariano foi morto porque roubou drogas de outro membro da facção. Elivelto também teria sido traído pela mulher com a vítima, que foi esfaqueada e, segundo a autópsia, tinha 25 perfurações feitas com arma branca. LEIA MAIS: Suspeitos de participar de homicídio na Vila Lenzi são presos