Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Três homens são denunciados pelo assassinato brutal da adolescente Ana Beatriz Schelter

Foto Divulgação

Por: Felipe Elias

07/05/2020 - 11:05 - Atualizada em: 07/05/2020 - 11:35

Com base em provas colhidas durante as investigações, o Ministério Público de Santa Catarina ofereceu denúncia contra três homens supostamente envolvidos no desaparecimento e morte da adolescente Ana Beatriz Schelter, em março de 2016, em Rio do Sul. A situação faz com que os denunciados passem de suspeitos a acusados.

Na ocasião, Ana Beatriz, que tinha apenas 12 anos de idade, saiu de sua casa, no bairro Canta Galo, no início da tarde do dia 2 de março, caminhando, como de costume, até a escola em que estudava, que ficava no mesmo bairro. Ela, porém, desapareceu e não retornou mais para casa.

Seu corpo foi encontrado somente na manhã do dia seguinte, dentro de um contêiner de uma empresa localizada às margens da BR-470, com sinais de violência sexual e com uma corda ao redor do pescoço, simulando um suicídio, que foi posteriormente descartado.

Clique e assine o Jornal O Correio do Povo!

Roteiro do crime

As investigações concluíram que Ana Beatriz teria pegado uma carona com Mario Fleger, que era conhecido da família, e João Vivaldino Córdova Lottin, amigo de Mario, quando caminhava em direção à escola numa via marginal da BR-470, nas imediações da Concessionária Unidas e da Mecânica Presidente.

De lá, eles teriam rumado para um local onde teriam violentado sexualmente a vítima, causando em Ana graves lesões corporais. Em seguida, também para assegurarem a sua impunidade e ocultarem o estupro supostamente por eles praticado, Mario e João teriam matado a adolescente mediante asfixia por esganadura.

Por fim, as investigações apontaram que Mario, desta vez com o suposto auxílio de Marcel Aparecido Albuquerque, que foi quem posteriormente acionou a Polícia Militar, com o objetivo de ocultar os crimes, teria colocado Ana dentro do contêiner de uma empresa de banheiros químicos às margens da BR-470, onde Marcel trabalhava, suspendendo a menina por uma corda para simular enforcamento suicida.

Mario tinha certa proximidade com Ana e sua família, pois trabalhava numa empresa que ficava ao lado da casa da vítima e ainda frequentava a mesma igreja. Já João e Marcel, a princípio, não tinham nenhuma relação com a vítima ou com sua família.

Próximos passos

Agora, terá início a instrução criminal, com a produção de provas em juízo e a apresentação de alegações pelo Ministério Público e pela defesa dos acusados, para, ao final da primeira etapa do processo, ser proferida decisão judicial determinando se os acusados serão ou não submetidos a julgamento pelo júri popular.

Mario está preso cautelarmente pelos crimes desde 11 de fevereiro de 2020, e João, embora já estivesse detido anteriormente em razão de outros delitos, está preso pelos crimes em questão desde 23 de abril deste ano. Já Marcel, que chegou a ser preso temporariamente, atualmente responde o processo em liberdade.

Caso julgada procedente a denúncia, Mario e João poderão ser condenados, cada um, a uma pena máxima de mais de 60 anos de prisão, e Marcel, a uma pena máxima de quatro anos.

Receba as notícias do OCP no seu aplicativo de mensagens favorito:

WhatsApp

Quer mais notícias do Coronavírus COVID-19 no seu celular?

Telegram Jaraguá do Sul

Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Felipe Elias

Jornalista formado, em 2008, pela UniFiamFaam, em São Paulo (SP).