O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Rodrigo Collaço, e o corregedor-geral da Justiça, desembargador Henry Petry Junior, assinaram nesta quinta-feira (05), em solenidade realizada na sede do TJ, termo de liberação para oficializar o repasse de R$ 1,9 milhão em favor da Polícia Civil, que utilizará os recursos na expansão do projeto de auto de prisão em flagrante virtual.

As verbas são oriundas de transações penais e penas pecuniárias aplicadas em delitos de menor potencial ofensivo nas 111 comarcas catarinenses.

O secretário adjunto de Segurança Pública, Aldo Pinheiro d'Ávila, e o diretor-geral adjunto da Polícia Civil, delegado Luís Ângelo Moreira, compareceram ao ato e foram unânimes em registrar a satisfação da corporação em contar com o auxílio do Tribunal para aprimorar seus serviços.

"Não posso aquilatar a dimensão desta medida para o Judiciário. Para nós, contudo, garanto que se trata de um salto gigantesco em direção à excelência de nossas atividades", afiançou o secretário adjunto. Segundo o delegado Luís Ângelo, o recurso permitirá que o atual sistema, implantado em 2015 e hoje presente em 50 delegacias, possa ser estendido para outras 150 unidades policiais em todo o Estado.

O sistema permite a confecção de autos de prisão em flagrante através de depoimentos audiovisuais. Com isso, peças que antes levavam mais de duas horas para conclusão passam a ser feitas em 15 minutos.

"Vejo como um grande avanço, capaz de permitir aos juízes ter ciência com grande exatidão dos fatos que envolvem um auto de prisão em flagrante, sem espaço para denúncias infundadas de coerção ou manipulação por qualquer tipo de autoridade", avaliou o presidente do TJ, ao comentar a eficácia do modelo em expansão.