A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça confirmou a condenação de uma quadrilha composta de 15 pessoas que se dedicava ao crime organizado com base no tráfico de drogas, sediada no morro do Horácio, na área central de Florianópolis.

As penas, somadas, alcançaram 228 anos, sete meses e 15 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado.

Segundo denúncia do Ministério Público, a quadrilha surgiu no início de 2014, após a prisão de outra liderança que comandava o negócio de entorpecentes naquela região.

Inicialmente associado ao Primeiro Grupamento Catarinense (PGC), facção criminosa conhecida no sistema prisional catarinense, o grupo logo criou autonomia e montou sua própria organização, que foi denominada Comando do Morro do Horário (CMH).

No local, conforme informações apuradas pelos investigadores, foi montado um autêntico "drive-thru" das drogas, com a possibilidade dos usuários adquirirem maconha e cocaína sem sequer descer de seus veículos.

O serviço funcionava no beco da Lixeira e teve sua frenética movimentação captada em imagens gravadas por policiais militares. Além do tráfico, a organização criminosa também praticava roubos e homicídios, empregava mão de obra juvenil ao recrutar adolescentes e portava e utilizava armas de fogo de forma ilegal.

O desembargador Leopoldo Brüggemann, relator da matéria, descreveu detalhadamente o funcionamento e a divisão de tarefas entre os integrantes da quadrilha em voto que consumiu 113 páginas. A decisão foi por unanimidade.