Temos defendido a ideia de que áreas verdes no seio de uma cidade são riquezas incalculáveis que contribuem significativamente, e de forma sustentável, para a coesão social. Historicamente, os parques, ou ‘pulmões verdes’ urbanos, surgiram com o processo de urbanização, intensificado com a Revolução Industrial.

Nesse contexto, pessoas visionárias, altruisticamente diferenciadas, foram percebendo os incontáveis benefícios que verdes parques urbanos poderiam gerar em todas as dimensões da vida: humana, fauna e flora. Concluíram que investir em espaços sustentáveis seria promover qualidade de vida e garantir um futuro saudável e promissor.

No entanto, por conta de nosso modelo de sociedade da pressa, essas riquezas tão disponíveis e ao alcance de todos, passam desapercebidas ou pouco valorizadas.

Hoje queremos nos reportar a dois admiráveis santuários naturais de nossa cidade: o Parque Malwee e o Pico Malwee. Dois dignos exemplos de respeito e preservação do meio ambiente, ao mesmo tempo que serve a população sem custo algum.

Deve-se reconhecer que referidos espaços abertos à sociedade, são um privilégio e uma exclusividade em Jaraguá do Sul. Não se conhece qualquer outro espaço privado que possa ser usufruído e contemplado em sua totalidade, sem que haja alguma limitação, controle e cobrança, por menor que seja esse espaço.

Por isso, faz-se oportuno evidenciar e enaltecer que a natureza, o entretenimento, a cultura e a saúde, caracterizam a diversidade desses dois espaços. E o mais importante, eles não estão, essencialmente, como patrimônios de responsabilidade exclusiva de uma organização privada. Eles estão para todos.

Por assim ser, a gratidão, o orgulho, o zelo, o respeito e preservação, devem ser as justas retribuições que cabem a todos.