Imagens de câmeras de monitoramento e a identificação de impressões digitais foram provas consideradas pela Justiça para condenar dois réus em Florianópolis.

Eles são acusados de furtar um cofre com cerca de R$ 160 mil em euros, dólares e reais, além de televisores, celulares e outros objetos em uma residência no Norte da Ilha.

A sentença é do juiz Ruy Fernando Falk, em ação que tramitou na 2ª Vara Criminal da Capital.

Conforme a denúncia, os réus arrombaram uma janela para acessar o interior da casa.

Eles também utilizaram uma picape para carregar os pertences da família.

Embora a ação não tenha sido flagrada pela polícia, o exame de revelação papiloscópica no local do crime revelou um fragmento papiloscópico que apresentava condições técnicas mínimas para o exame de confronto de individualização em relação a um dos suspeitos.

Em casos como este, anotou o juiz, a existência de laudo pericial capaz de constatar a presença de impressão digital do acusado no objeto do crime possui significativa relevância na elucidação da autoria do delito.

"Nem o acusado, tampouco a defesa, apresentaram qualquer justificativa para a digital encontrada no interior da residência em que ocorreu o crime, circunstância que impossibilita a absolvição", destacou o magistrado.

Imagens das câmeras de monitoramento das proximidades do local do crime também identificaram o veículo utilizado para transportar os objetos e valores subtraídos, fato que possibilitou constatar que ele pertencia ao segundo réu.

O acusado em questão, aponta a sentença, não negou que fosse o proprietário do veículo usado no crime e não indicou que o tivesse emprestado na data dos fatos.

"Tenho que pelos depoimentos firmes e coerentes da vítima e da testemunha ouvida, bem como à luz das demais provas produzidas no caderno, não restam dúvidas de que os acusados foram os autores do crime de furto a eles atribuído", escreveu Falk.

Reincidente, um dos réus foi condenado a três anos, um mês e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado.

O outro recebeu pena de dois anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial aberto, reprimenda substituída por duas restritivas de direitos: prestação de serviços à comunidade, pelo mesmo período da condenação imposta, e prestação pecuniária no valor de um salário mínimo. Cabe recurso ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

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