O técnico em refrigeração Marcos Antônio Costa de Oliveira foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) pelo furto de 24 frascos de vacina contra a Covid-19 da sede da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em Goiânia. Segundo a Polícia Civil, ele também chegou a vender o imunizante.

O técnico foi preso em Senador Canedo, na Região Metropolitana da capital, no dia 7 de abril, enquanto tentava vender alguns frascos de CoronaVac em frente a um supermercado.

A denúncia foi feita na quinta-feira (29) pelo promotor de Justiça Lauro Machado Nogueira, que também pediu ainda que o homem siga preso preventivamente “devido à gravidade da conduta”.

Furtos e venda

Segundo o MP, o investigado foi fazer uma manutenção na Central Estadual de Rede de Frio (Cerf) da SES em 17 de março. Naquele dia, ele furtou quatro frascos da vacina. A Secretaria de Saúde informou que o técnico disse ao servidor que o acompanhava que precisava tirar uma foto para comprovar o serviço e foi deixado sozinho na câmara com as doses, momento que aproveitou para cometer o primeiro furto.

No dia 7 de abril, o denunciado voltou ao local e mentiu a equipe da Central, dizendo que precisava realizar nova manutenção. Ele conseguiu entrar no local e furtar uma caixa com 20 frascos do imunizante - o suficiente para vacinar em torno de 200 pessoas.

O técnico guardou as doses dentro da geladeira, em casa, depois colocou em uma vasilha com gelo e saiu para entregar as doses vendidas.

A Polícia Civil informou que as investigações ainda estão em andamento. Um segundo suspeito chegou a ser preso pela Polícia Civil, mas os investigadores descartaram a participação dele.

A Secretaria de Saúde percebeu que faltavam alguns frascos e fez uma investigação interna. Também divulgou que iniciou uma revisão de todos os protocolos de segurança nas câmaras frias para ter maior controle de quem entra no local.

Uma das medidas adotadas foi a revista nas roupas e pastas das pessoas que saírem do espaço onde as doses são guardadas. Também foi colocada segurança armada na porta da Central Estadual de Rede de Frio, além dos que já ficavam no portão de entrada do prédio.

O órgão descartou as doses recuperadas porque ficaram fora da temperatura exigida para garantir qualidade e segurança dos imunizantes.

O sistema de videomonitoramento também foi ampliado e o controle do acesso de pessoas ao local foi enrijecido.

Com informações do G1.