Santa Catarina entrou em um período de maior atenção climática com a intensificação do fenômeno El Niño, que deve influenciar o tempo no Estado até o outono de 2027. As projeções indicam aumento das chuvas, temperaturas acima da média e maior possibilidade de eventos extremos, como enchentes, enxurradas, deslizamentos e ventos fortes.
De acordo com a Defesa Civil de Santa Catarina, em conjunto com a Epagri/Ciram e órgãos do Fórum Climático Catarinense, os efeitos do fenômeno devem ganhar força entre a primavera e o verão. O episódio é apontado como um dos mais intensos desde 1950, com potencial para provocar impactos semelhantes aos registrados em grandes eventos climáticos anteriores.
As regiões mais vulneráveis incluem o Vale do Itajaí, historicamente afetado por enchentes, a Serra Catarinense, onde há preocupação com deslizamentos, e o Litoral Norte, que pode enfrentar alagamentos e problemas relacionados à erosão costeira. No Oeste, o risco maior está ligado a enxurradas rápidas e prejuízos à infraestrutura rural.
A agricultura também deve sentir os efeitos do clima mais úmido. Embora algumas culturas possam se beneficiar da maior disponibilidade de água, o excesso de chuva em períodos críticos pode prejudicar lavouras de maçã, uva e grãos, além de dificultar o transporte e o abastecimento da cadeia produtiva de suínos e aves.
A Defesa Civil estadual informou que mantém monitoramento permanente das condições climáticas e orienta moradores de áreas de risco a acompanharem os alertas oficiais. O órgão reforça a importância da prevenção, especialmente antes dos períodos de maior instabilidade, para reduzir os impactos de possíveis eventos extremos.