A notícia do suicídio de um garoto de 11 anos em Itapema - encontrado com uma corda no pescoço - trouxe à tona a importância da atenção dos pais sobre o conteúdo visto pelos filhos na internet.

No caso ocorrido na manhã desta sexta-feira (22), a mãe disse que o menino ficava muitas horas no videogame e comentou sobre a boneca Momo, personagem de vídeos que ensinam a crianças formas de cometer suicídio. Mas, ela não deu atenção para o fato.

Para a delegada titular da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Jaraguá do Sul, Claudia Cristiane Gonçalves de Lima, os pais precisam estar atentos a todos os conteúdos que os filhos têm acesso na internet, que, segundo ela, não é um território livre para crimes. É preciso um controle diário do que as crianças e adolescentes fazem na rede.

“Ele tem que monitorar constantemente, ver se essa criança está muito tempo na frente do aparelho eletrônico e ver do que está se tratando, que tipo de jogo ela está jogando, que tipo de conteúdo está acessando. Existem conteúdos que ela não pode acessar na internet e isso é um fato”, destaca a delegada.

Outra ação a ser tomada pelos pais é ter uma conversa aberta com os filhos sobre os conteúdos e como eles podem afetar a sua vida de forma psicológica ou física. Os responsáveis precisam deixar claro que os menores não podem seguir orientações que possam prejudicá-los de alguma forma em vídeos, áudios ou textos.

“Essa aproximação com a criança ou com o adolescente deve ser constante. Ela deve vir da infância e seguir por toda a adolescência. A adolescência, principalmente, é uma fase difícil e que, em alguns casos, tem emoções muito afloradas. Um diálogo aberto com essa criança poderia evitar esse tipo de situação. Os pais precisam saber o que os filhos estão pensando para evitar uma tragédia como essa”, frisa.

Troca de mensagens

Um ponto importante de atenção para os pais são as trocas de mensagens em aplicativos como Whatsapp, Messenger e Facetime.

De acordo com Cláudia, pedófilos e abusadores de menores utilizam esses meios, muitas vezes se passando por garotos ou garotas, para praticar os crimes. Se houver alguma resistência, é preciso deixar claro que as crianças e adolescentes estão sob a sua guarda e precisam respeitar essa condição.

“Os crimes começam com uma conversa inocente. Os pedófilos vão pegando mais dados e envolvendo essas pessoas. Quando essas pessoas veem, já estão mandando fotos íntimas. Esse é um cuidado que tem que ser feito pelos pais, porque a polícia não pode monitorar cada casa”, argumenta.

 

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