O fechamento da subsede do Corpo de Bombeiros Voluntários no bairro Barra do Rio Cerro foi tema da sessão da Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul de quinta-feira (7). Os vereadores falaram da importância da estrutura inaugurada em 1996 e da possível interrupção dos trabalhos na unidade.

No entanto, o subcomandante da corporação, Robson Manske, tranquiliza a comunidade e afirma quer a história não passa de boato. “Nunca foi cogitada essa hipótese, porque temos uma grande demanda de ocorrências naquela região”, destaca.

Manske destaca que uma guarnição é mantida na subsede e que o fechamento da unidade por longos períodos se dá pela permanência dos socorristas em diversos atendimentos seguidos. “Eles acabam atendendo ocorrências longas e os hospitais da cidade também ficam longe da subsede. Se eu estou com duas ocorrências na central, eu vou disponibilizar a guarnição da Barra para a outra ocorrência. Aquela ambulância não é exclusiva da região da Barra”, explica.

Mas, de acordo com o subcomandante, a questão mais importante para o não fechamento da subsede é a diminuição do tempo de resposta das ocorrências. Segundo explicou, uma ambulância pode levar até dez minutos se deslocando para a Barra do Rio Cerro. A corporação mantém fechada outras duas subsedes. A de Nereu Ramos baseia a equipe da Unidade de Suporte Avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e a de João Pessoa serve como campo de treinamentos.

Destinação de sobras da Câmara foi cogitada no plenário

A possibilidade de fechar uma subsede levanta outra questão muito importante: o déficit nas contas da corporação. As contribuições feitas pela população por meio das contas de água e luz representam cerca de 35% da arrecadação total da corporação. Os bombeiros voluntários enfrentam um rombo mensal de R$ 35 mil, ou seja, cerca de 15% das despesas, orçadas em cerca de R$ 230 mil mensais. O presidente da Câmara, Marcelindo Gruner (PTB), citou a necessidade da vinda do comandante Neilor Vincenzi para explicar a situação.

O vereador Jaime Negherbon (MDB), que levantou a questão durante a sessão motivado por pedidos da população, disse estar preocupado com a situação financeira dos bombeiros voluntários. Ressaltou que a Barra tem mais de 30 mil habitantes, sem contar os bairros vizinhos, e não pode ficar sem a subsede. Anderson Kassner (PP) também defendeu a estrutura no plenário. Ele citou a possibilidade de destinação das sobras do orçamento anual da Casa para a manutenção dos serviços prestados pela corporação na cidade.

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