Foto: Cláudio Costa/OCP Sustentar a tese de que ocorreu um acidente, ao qual qualquer cidadão está sujeito. Esta é a aposta da defesa do réu Willian Pierre Galvan, que desde às 9h desta terça-feira se encontra em frente ao júri popular, em julgamento realizado no Fórum de Jaraguá do Sul. Galvan responde ao crime de homicídio simples, pela morte, em 16 de dezembro de 2013, do jornalista Altamir Ricardo de Souza, 44 anos. Conhecido como Sabonete, Altamir era servidor público e atuava no setor de Comunicação Social da Prefeitura de Jaraguá do Sul. SAIBA MAIS: Justiça. É o que esperam defesa e acusação no julgamento de acusado de provocar morte de jornalista Em um dos julgamentos mais esperados dos últimos tempos na cidade, a defesa do réu iniciou seu pronunciamento por volta das 14 horas. Além da tese de acidente, sustenta que a vítima teria sido projetada do carro por não estar usando cinto de segurança, fato que não chegou a ser comprovado pela perícia. Antes, a acusação defendeu a tese de que o réu ao assumir o volante depois de beber, e furar um sinal vermelho em velocidade acima do permitido, assumiu dolo e o risco de matar. Há informações de testemunhas de que ele poderia estar fazendo um racha.
Foto Divulgação
Altamir Ricardo de Souza | Foto Acervo Pessoal/Divulgação
Com camisetas com os dizeres "Justiça por Altamir", familiares e amigos do jornalista e fotógrafo acompanham o julgamento, com a expectativa de que os sete jurados, todos homens, votem pela condenação do réu. A vida dos dois jovens se cruzou por volta da meia-noite uma das esquinas mais movimentadas de Jaraguá do Sul, na rua Reinoldo Rau com a Barão do Rio Branco. Segundo laudos periciais, o réu teria furado um sinal vermelho na Barão em velocidade acima do permitido e batido no veículo de Altamir, que transitava pela Reinoldo Rau. Com o impacto, o jornalista foi projetado para fora do veículo e bateu a cabeça na calçada. Morreu momentos depois no Hospital São José. O réu aguardou ao julgamento em liberdade e estaria morando no município de Bombinhas. A juíza Anna Finke Suszek conduz o Tribunal do Júri.