Com informações do jornal O Correio do Povo. Por unanimidade, os servidores públicos municipais presentes na assembleia desta sexta (10) decidiram manter a greve em Jaraguá do Sul. A categoria deliberou a favor da continuidade da paralisação depois de receber resposta negativa da Prefeitura ao pedido de retirada dos projetos do pacote de cortes da Câmara de Vereadores. A assembleia ocorreu no início da tarde de sexta, na Associação Recreativa dos Servidores Públicos Municipais (Arsepum), reunindo cerca de 2,3 mil servidores. Mais cedo, pela manhã, o prefeito Antídio Lunelli (PMDB) recebeu em seu gabinete representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinsep), para tratar das propostas, em atendimento à solicitação da categoria por uma audiência. No encontro, o prefeito reafirmou o respeito à categoria e ao direito de greve. Lunelli lamentou que a situação econômica do país e do Município obriguem o governo a tomar medidas que incluem a redução do triênio pela metade para novas concessões do adicional, o fim do FGTS para os novos contratos com servidores temporários (ACTs) e da progressão funcional da carreira, entre outras. Servidores em GREVE - em (2)

Fotos: Eduardo Montecino

Os representantes do Sinsep reafirmaram que somente cessariam a greve casos os projetos fossem retirados da Câmara de Vereadores. O prefeito sugeriu que fosse aguardado o posicionamento dos vereadores, que devem votar as propostas na próxima terça-feira (14).

Conforme o ofício enviado pelo governo, uma reunião com o secretariado foi realizada para reavaliar os números e os projetos propostos. “No entanto, é com tristeza que, respeitosamente, informa-se a impossibilidade de alteração, neste momento, da pauta proposta, eis que tal atitude teria reflexos incomensuráveis a médio prazo”, diz o documento, assinado pelo secretário de Administração, Argos Burgardt. Diante da resposta, os servidores votaram pela continuidade da greve. A fim de montar uma estratégia para conseguir a rejeição das propostas na Câmara, a categoria irá se reunir durante neste fim de semana com os parlamentares que têm se posicionado a favor dos servidores – Arlindo Rincos (PSD), Ademar Winter (PSDB), Isair Moser (PSDB), Ronaldo de Souza (PSD) e Celestino Klinkoski (PP). Se os projetos forem rejeitados, afirmou Schorner, eles somente podem retornar à Casa depois de um ano, “a não ser que a Administração e a Câmara consiga fazer um acordo entre todos os vereadores”, observou.