O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) manteve a pena de 30 anos de prisão do homem acusado de roubar e matar o professor universitário Robson Paim, durante um suposto encontro amoroso, em Abelardo Luz, no Oeste de Santa Catarina.

As informações são do portal G1. O crime ocorreu em abril de 2021 - a vítima foi estrangulada até a morte com a alça de uma bolsa de couro.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o acusado publicou que daria uma corrida em Abelardo Luz em abril do ano passado. O professor apareceu no local e os dois trocaram números de telefone. Depois de uma semana de conversas por mensagens, Paim convidou o réu para um encontro na casa dele, onde o crime ocorreu.

O réu, José Tiago Correia Soroka, também tem condenações no Paraná que chegam a 104 anos por crimes de roubo, extorsão e latrocínio. Ele teria matado outros dois homens, além de uma quarta tentativa de homicídio.

O acusado usava sites de relacionamento para atrair homens homossexuais, de acordo com a Justiça.

Além do homicídio, o acusado roubou o veículo da vítima e vários objetos, como notebooks, relógio e celular, antes de fugir em direção ao Paraná.

A decisão considerou que o crime foi cometido por motivo torpe, com recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Na delegacia de polícia, conforme o TJ, o homem confessou o crime e disse ter lucrado mais de R$ 5 mil com a venda dos objetos roubados - durante o julgamento, no entanto, ele afirmou que não se lembrava de ter pego algo e que apenas levou o automóvel para fugir.

Segundo o g1 SC, o homem recorreu ao TJSC, pleiteou a retirada do crime de latrocínio para homicídio e pediu a fixação de honorários advocatícios.

O recurso foi parcialmente aceito, apenas para fixar a remuneração do advogado.