O sequestro de um helicóptero terminou em acidente na tarde desta quinta-feira (8), em Joinville. A aeronave caiu por volta das 15h50, na servidão Adenilda Roeder, no bairro Paranaguamirim, na zona Sul da cidade. De acordo com a Polícia Civil, o piloto passou uma mensagem para a torre de Curitiba informando o sequestro do helicóptero. Três pessoas, o piloto, Antônio Mário Aguiar, um ajudante do hangar, e um dos homens suspeitos de cometer o crime, morreram carbonizados após a queda. Uma pessoa sobreviveu após saltar do helicóptero antes da queda. Suspeito de cometer o sequestro, Daniel da Silva, de 18 anos, foi socorrido e levado pelo helicóptero Águia, da 2ª Companhia do Batalhão de Aviação da Polícia Militar, para o Hospital Municipal São José. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de Joinville, Daniel está na emergência da unidade e foi sedado. O sobrevivente está sob custódia da Polícia Militar e está com 15% do corpo queimado. O jovem foi entubado para preservar as vias aéreas, queimadas após inalar a fumaça do incêndio no helicóptero. O seu estado é considerado estável. Daniel tem antecedentes e cumpria pena em regime semiaberto após ser condenado por tráfico de drogas. Ele havia saído do Presídio Regional de Joinville há algumas semanas. Duas armas, uma pistola e um revólver, foram encontrados na aeronave, o que reforça ainda mais a história de que houve um sequestro envolvendo os dois suspeitos. A aeronave caiu a cerca de 2,5 quilômetros da área do presídio e da Penitenciária Industrial de Joinville. Há a suspeita de que a aeronave foi sequestrada para realizar o resgate de um detento preso em uma das duas unidades prisionais da cidade, localizadas no mesmo bairro onde aconteceu o acidente. A empresa Avalon Táxi Aéreo, de Curitiba, confirmou que a aeronave sequestrada era aquela que foi tomada pelos dois homens na tarde desta quinta-feira. O helicóptero fazia duas rotas de turismo partindo do Parque Beto Carrero, em Penha, e sobrevoando as praias do Norte de Santa Catarina. Os voos duravam entre cinco e 12 minutos. A Polícia Civil e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) vão investigar as circunstâncias do sequestro e da queda da aeronave.