As polícias Civil e Militar negam estado de alerta após três ataques contra cadeias públicas no último domingo (29), em Santa Catarina, embora as ações estejam sob investigação. Um áudio que estaria circulando no WhatsApp, cujo conteúdo indica suposto "Salve Leal" em referência a morte de um integrante de facção, também está sob análise, embora não esteja confirmada a veracidade da mensagem.

"Aqui na Civil estamos apurando as informações, mas estamos atentos a tudo, até porque o foco aqui é o crime organizado, mas é prematuro afirmar qualquer coisa ainda. Nos três episódios (dos presídios) acreditamos que foram situações pontuais", avaliou o delegado Antônio Claudio de Seixas Joca, da Divisão de Repressão ao Crime Organizado da Deic.

A Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania confirmou os três episódios de domingo por meio de nota. Na madrugada, dois complexos prisionais foram alvos de tiros. Ambos envolveram tentativas de arremesso de objetos ilícitos para dentro das unidades.

Uma delas foi a tentativa frustrada de jogar objetos na Penitenciária de São Pedro de Alcântara. Houve troca de tiros com os agentes prisionais. Durante fuga e perseguição da Polícia Militar, dois teriam sido detidos e um morto. A morte deste indivíduo é que teria relação com o áudio que está sendo investigado.

A outra unidade atingida foi a Penitenciária Industrial de Blumenau. Segundo a secretaria, três criminosos lançaram objetos para dentro da unidade, efetuaram disparos contra a torre de vigilância e fugiram.

A terceira ocorrência foi registrada à noite, no Complexo Penitenciário da Agronômica, na Capital. Criminosos efetuaram disparos de arma de fogo em direção a unidade. A polícia acredita que o ataque tenha relação com a prisão de um preso específico. Os tiros teriam ocorrido logo após a prisão dele.

De acordo com o comandante da Polícia Militar, coronel Araújo Gomes, há integração entre o sistema de inteligência das unidades prisionais com o sistema de segurança pública.

"Estamos acompanhando bem de perto cada um dos fatos, mas, no momento, não mudou o nível de alerta, não acreditamos que estejamos no meio de algo grave", destacou o comandante.

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