Em 2016, 66% dos brasileiros presenciaram em algum momento uma mulher sendo agredida fisicamente ou verbalmente. Este número faz parte de um levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública diante do elevado número de estupros no país. Em 2015, o Brasil registrou pouco mais de 45 mil casos – 24% deles nas capitais, segundo a FBSP. Neste ano, ainda, o Fórum realizou uma pesquisa que mostrava a percepção da população sobre crimes de assédio e a vitimização de mulheres brasileiras. Os números de Santa Catarina demonstram que as investigações e as prisões relacionadas aos crimes coíbem o aumento gradativo dos estupros, embora ainda não esteja em sua solução máxima. Quanto a estupro de adolescente, os números caíram de 2016 para 2017, em uma variação de 8% até 20% para menos. As tentativas de estupro contra criança também caíram do ano passado para este em50%. Estupro de mulher, por sua vez, ainda mantém uma certa preocupação. Caiu apenas 3% de um ano para o outro. No ano passado, no período de janeiro até maio, foram 148. Neste ano, foram 143. Enquanto isso, o estupro decorrente de violência doméstica aumentou em 25% e 50%. Em Jaraguá do Sul, os registros de violência doméstica ocorrem na média de um por dia. Normalmente, as ocorrências são consequência de embriaguez, como caso ocorrido neste sábado, no bairro Barra do Rio Cerro, em que um homem de 53 anos foi preso depois de chegar em casa embriagado e tentar degolar a mulher. A coordenadora das Delegacias de Polícia da Criança, Adolescente, Mullher e Idoso (DPCAMIs), delegada Patrícia Zimmerman D'Ávila, indica que o aumento dos números da violência doméstica está diretamente ligado ao aumento das denúncias sobre esses crimes. "Tudo se passa por uma questão de confiança da vítima no sistema, no apoio que ela receberá, e na integração, no trabalho conjunto com a saúde, educação e assim por diante", descreve a delegada. No último ano, as vítimas também passaram a contar com o auxílio do 180, uma ferramenta que permite à mulher denunciar os abusos pelo telefone. O disque 180 começou a funcionar em fevereiro do ano passado. Em 2016, ele registrou cerca de 1,6 mil de registros/ano. Outra experiência positiva vem de Chapecó, que conta com a Patrulha Maria da Penha, que objetiva monitorar e garantir o cumprimento das medidas protetivas, no acompanhamento das situações de violência contra a mulher.