O início dos saques de parte do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) acende um alerta para os golpes nas agências bancárias.

O grande fluxo de pessoas nos bancos atrai estelionatários, que buscam ganhar dinheiro com golpes como o do achadinho e o do bilhete premiado.

O subcomandante do 14º BPM (Batalhão de Polícia Militar), major Aires Volnei Pilonetto, explica que o o valor do FGTS não chega a ser muito alto.

Porém, é preciso sempre tomar cuidado quando for sacá-lo nas agências bancárias.

“Basicamente, os golpistas se utilizam da observação e tentam identificar pessoas mais humildes e com mais idade, que supostamente eles vão conseguir mais facilidade para o convencimento de determinada situação utilizada no golpe”, afirma Pilonetto.

Em algumas situações, o golpista busca explorar a ganância da pessoa, de tentar conseguir obter uma vantagem fácil.

Mas, de acordo com o major da PM, os estelionatários contam uma história que faz a pessoa que está sendo vítima acreditar que está ajudando alguém.

Pilonetto cita um caso recente de uma idosa que perdeu cerca de R$ 6 mil no golpe do achadinho, em Guaramirim.

A vítima achou um saco cheio de dinheiro, o maço é montado com jornais e uma nota de R$ 50 no lado de fora. Quando avisou para o dono, ele quis dar uma recompensa.

Nesse processo de gratificação, foi construída uma história e a idosa teve quem deixar a bolsa com cerca de R$ 6 mil em dinheiro.

Depois, os golpistas sumiram com o dinheiro enquanto a vítima foi buscar a recompensa em um escritório que nem existia.

“É importante que as pessoas estejam atentas. Dentro do caixa eletrônico, elas não podem aceitar a ajuda de estranhos. Se a pessoa não tiver a habilidade de operar um caixa eletrônico, chame algum familiar de confiança ou que procure, conforme o horário do expediente do banco, um funcionário identificado”, destaca o subcomandante do 14º BPM.

Abordagem despretensiosa

O major da PM explica que muitas pessoas acreditam que nunca vão cair em um golpe e precisam saber que a abordagem do estelionatário ocorre de maneira despretensiosa.

Inicialmente, o golpista aparenta não ter maldade nenhuma e faz um processo de convencimento da pessoa usando técnicas da psicologia.

“Eles usam estas técnicas para que a pessoa que está sendo enrolada não se perceba como vítima. Acontece de a pessoa embarcar num carro para ir num caixa eletrônico fazer um saque acreditando que está ajudando alguém, recebendo algum tipo de vantagem, ou acontece da pessoa ser roubada na via pública e não perceber”, conta.

É importante que as pessoas desconfiem de pessoas estranhas que fazem abordagens na rua. Em muitos golpes, dois estelionatários fingem não se conhecer para montar uma história de cobertura que acaba por envolver a vítima.

“Há o golpe do bilhete premiado, em que o golpista aborda a pessoa dizendo que está com o CPF sujo e diz que precisa de ajuda para ir sacar o dinheiro. Para isso, exige dinheiro como garantia para não perder o prêmio”, alerta o major.

 

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