A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Defraudações da DEIC, finalizou as investigações sobre uma fraude eletrônica que explorou vulnerabilidades sistêmicas para a realização de saques indevidos.
O esquema, ocorrido entre outubro e novembro de 2024, permitia que correntistas realizassem saques na função crédito em terminais eletrônicos sem a necessidade de saldo ou limite disponível. Em âmbito nacional, a falha resultou em um prejuízo de aproximadamente R$ 31 milhões, envolvendo quase 10 mil clientes.
Em Santa Catarina, a investigação focou em um grupo responsável por 161 saques, totalizando a subtração de R$ 275.500,00 da instituição financeira. Durante as diligências, foram cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar, resultando na coleta de provas materiais, valores em espécie e dispositivos eletrônicos, como celulares e tablets. A análise pericial forense nos aparelhos revelou diálogos em aplicativos de mensagens onde os investigados detalhavam instruções técnicas sobre como explorar o “bug” do sistema para realizar saques sucessivos.
De acordo com o Delegado Lucas N. Magalhães, os investigados agiram com plena consciência da ilicitude, utilizando a brecha técnica para burlar a vigilância eletrônica da instituição. Diante das provas colhidas, os envolvidos foram indiciados pelo crime de furto qualificado mediante fraude eletrônica, conforme o Artigo 155 do Código Penal. A conclusão do inquérito reforça a atuação especializada da Polícia Civil no combate a crimes cibernéticos e fraudes complexas contra o sistema financeiro.