A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (14) a Operação Res Publica para investigar suspeitas de irregularidades na destinação e comercialização de 122 veículos pertencentes a órgãos federais. O possível prejuízo aos cofres da União é estimado em R$ 4,4 milhões.
A operação, realizada com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), cumpre 11 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. As diligências ocorrem em São José, com cinco mandados; Palhoça, com três; Florianópolis, com dois; e Campo Grande, com um.
A investigação começou após a CGU encaminhar informações sobre possíveis irregularidades na transferência de bens públicos, principalmente veículos, para uma organização da sociedade civil. Conforme as apurações, os veículos teriam sido vendidos posteriormente a terceiros, contrariando a finalidade social que justificou as doações.
Os fatos investigados teriam ocorrido entre 2021 e o início de 2023. Há indícios de que agentes públicos tenham direcionado os bens à entidade beneficiária, cujos dirigentes e intermediários seriam suspeitos de participar da comercialização dos veículos. Parte do dinheiro obtido teria passado por contas pessoais dos envolvidos e, segundo a investigação, pode ter sido utilizada na aquisição de patrimônio particular.
Além das buscas, a Justiça autorizou o sequestro de bens vinculados aos investigados, medida destinada a garantir um possível ressarcimento aos cofres públicos.
Conforme a Polícia Federal, os envolvidos poderão responder por peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, de acordo com a participação de cada um nos fatos investigados.