Uma mensagem publicada pelo deputado federal Marcelo Freixo (PSOL/RJ) em sua conta no Twitter, junto com a foto do presidente Jair Bolsonaro ao lado de homem com fisionomia e vestimentas que lembram o genocida alemão, e compartilhada no dia 17 de janeiro pelo então comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Carlos Alberto de Araújo Gomes Filho, em sua conta pessoal na rede social, e teria sido o principal motivo do veto ao seu nome para assumir a Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP). As informações são do portal JusCatarina.

De acordo com o portal, fontes de Brasília ouvidas sob a condição de anonimato, garantem que assim que o nome de Araújo Gomes começou a ser ventilado nos bastidores do Palácio do Planalto como forte opção ao comando da SENASP, integrantes da ala ideológica do governo federal identificaram o compartilhamento da postagem ofensiva e passaram a fazer intenso movimento contra qualquer participação sua na administração Jair Bolsonaro.

Por essa razão, o gesto de Araújo Gomes foi visto como inaceitável e injustificável, principalmente por pessoas do entorno do vereador Carlos Bolsonaro, que tem forte influência sobre o pai. Nem mesmo a pressão de associações militares, da Frente Parlamentar Mista da Segurança no Congresso e de setores da maçonaria em favor do coronel catarinense foi capaz de reverter o quadro.

Ex-comandante admite “engano”

Pela apuração do JusCatarina, no dia 27 de maio, quando seu nome já se tornara público como principal indicado à SENASP, Araújo Gomes foi ao Twitter e escreveu: “Putz, me alertaram para uma mensagem ofensiva do Dep Freixo (RJ) que retuitei. OLHEI, CONFIRMEI, APAGUEI: CLARO QUE FOI POR ENGANO. Freixo é contra tudo que defendi em 35 anos de PM. Aliás, defende até a extinção das PMs, oposto do meu lema PAPA É MIKE: nossa Polícia é Militar”

O “alerta”, na verdade, se deu em razão do envio, principalmente no meio militar, de mensagens questionando – e condenando – o compartilhamento da crítica do deputado carioca ao presidente e seus filhos.

A manifestação de Araújo Gomes sobre a publicação, no entanto, teve efeito contrário, conforme versão de fontes da capital federal em relato ao Portal JusCatarina. Isso porque o coronel fez referência apenas ao autor do texto, não ao seu conteúdo. Ou seja, para integrantes da ala ideológica, Araújo Gomes deu a entender que concordava com o teor da mensagem, o que foi reforçado pela ausência de um pedido de desculpas público à família Bolsonaro. Além disso, a alegação de que o compartilhamento havia sido “por engano” não convenceu.

“Não procede”

O ex-comandante da PMSC se manifestou sobre a matéria do Portal JusCatarina. Em mensagem postada no Instagram @jus_catarina neste sábado (10), afirma:

“Não procede. E os envolvidos sabem que disto. Sobre esta postagem, expliquei o erro (operacional, foi um engano), me desculpei e apaguei a postagem. A explicação está lá no meu twitter. E fiz isso porque não compactuo com o conteúdo, não apoio o autor e vejo no que ele representa boa parte das posições, atitudes, ações e discursos que combati, muitas vezes com o risco da minha vida, ao longo dos meus 35 anos de carreira. Destaco que esta questão relacionada à SENASP está vencida, esta página está virada e respeito a posição do Presidente.”

Postagem polêmica

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