A Polícia Civil concluiu o inquérito que apura as circunstâncias da morte do menino Murilo Theisen dos Santos, 7 anos, no dia 7 de janeiro deste ano, na Praia das Cordas, em Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis. O homem de 39 anos que atirou fogos perto da praia foi indiciado por homicídio com dolo eventual (quando assume o risco de matar).
É que um dos fogos disparados pelo indiciado caiu dentro do mar, próximo de onde o garoto se banhava com o pai. A criança morreu logo após o contato do foguete com a água.
"A causa da morte foi apontada como afogamento. Contudo, por meio dos depoimentos colhidos e do esclarecimento do laudo pericial, foi possível concluir que a explosão do artefato contribuiu para o afogamento e morte da criança", divulgou a Delegacia de Governador Celso Ramos, por meio da assessoria de imprensa.
O inquérito será encaminhado ao Ministério Público. O indiciado prestou depoimento no dia da morte da criança, mas foi liberado. Na ocasião, não foi possível comprovar que a morte havia sido provocada pelo artefato.
O homem disse na época que não teve a intenção de atirar o foguete na direção do mar e que estaria a uma distância razoável da praia, mas que não entendia o que havia ocorrido com o artefato que, em vez de projetar para cima, acabou mudando a trajetória em direção ao mar. Depois da tragédia com a criança, ele disse que "nunca mais atiraria fogos outra vez".
A família de Murilo é natural de Charqueadas, no interior do Rio Grande do Sul, mas estava há menos de um ano vivendo em Palhoça, na Grande Florianópolis.