Foto Arquivo OCP News
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A Secretaria de Estado da Defesa Civil deve entregar nesta quarta-feira (27) o relatório sobre a vistoria feita por geólogos do órgão, no dia 22 de fevereiro, nas áreas próximas da SC-108, na Vila Freitas e Morro do Schmidt, em Guaramirim.

De acordo com o coordenador regional, Osvaldo Gonçalves, duas grandes faixas nas duas localidades, consideradas de alto risco, devem ser interditadas permanentemente.

Ao todo, 68 residências, dez delas destruídas no desmoronamento ocorrido na madrugada do dia 17 de fevereiro, na rua Manoel de Freitas, estão na área demarcada, que pode aumentar futuramente. Os locais delimitados inicialmente apresentam um risco eminente de desmoronamento e trazem um grande risco para as pessoas que moram nessas áreas.

“Não temos nenhum plano de liberar aquele local para moradia. Aquele polígono apresenta um risco eminente para os moradores. A Defesa Civil está preocupada com as pessoas e o nosso olhar está voltado para elas. Nós estamos trabalhando com o município para sanar os problemas delas”, conta.

Moradia para os desabrigados

A segunda questão a ser resolvida é quanto aos desabrigados, que estão à espera da mobilização da Prefeitura. O primeiro passo é buscar soluções para a recolocação das pessoas que estão instaladas provisoriamente no abrigo montado pelo município.

O aluguel social, a primeira ação concreta nesse sentido, já foi liberado. “Agora começa o processo de cadastramento dessas famílias para o aluguel social. Elas precisam de um fôlego para se reerguer”, anuncia o prefeito de Guaramirim, Luís Antônio Chiodini.

Outra solução já levantada anteriormente e que precisa ser colocada em prática é a construção de novas moradias. “O município vai juntar os documentos para pedir os kits de residências à Defesa Civil do Estado. E eu já pedi ao município um terreno para fazer a construção dessas casas”, afirma Gonçalves.

A Defesa Civil tem até seis meses para dar uma resposta para as pessoas que estão desabrigadas. Por enquanto, para aqueles que estão esperando por um lugar para morar e vivem nos abrigos, o Estado vai disponibilizar kits com alimentos, kits conforto (com travesseiro, colchão e fronha) e kits unitários de higiene pessoal.

Fase burocrática

Após a identificação da área de risco e atendimento das pessoas prejudicadas no desmoronamento, Gonçalves explica que o trabalho da Defesa Civil entrou em um novo estágio, o burocrático.

O coordenador destaca que a Defesa Civil de Guaramirim precisa alimentar a plataforma S2ID, o Sistema Integrado de Informações Sobre Desastres, com todas as informações sobre o incidente ocorrido naquela região – danos causados e a quantidade de pessoas desalojadas, por exemplo.

As informações contidas no sistema vão ajudar no reconhecimento do estado de emergência pelo governo federal, na liberação de recursos para obras e na liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para as famílias atingidas.

Outra questão relacionada com as áreas interditadas e com as busca de recursos está ligada à recuperação da SC-108. Gonçalves ressalta que o Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) ainda vai definir quais ações serão realizadas para a contenção da encosta que desbarrancou.

A recuperação da pista da rodovia, que tem um tráfego aproximado de 15 mil veículos/dia, deve receber um grande investimento do Governo do Estado.  Atualmente, o trânsito está sendo desviado por dentro da Ilha da Figueira e a manutenção das vias está contemplada no orçamento do município.

 

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