Um ex-professor de um colégio estadual de Ponta Grossa, no Paraná, está sendo investigado por pedir a uma aluna de 15 anos fotos dela nua. O caso de assédio sexual está sendo investigado pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria).
Prints de mensagens divulgados pela polícia mostram que, após a adolescente negar as imagens, ele a chantageou com a possibilidade de ser reprovada e chegou a perguntar para a aluna se ela queria “decepcionar a família” com o mau desempenho nos estudos.
“Eu tô mandando! Você não tem escolha, ou você quer reprovar, hein?! Vai querer decepcionar toda a sua família? Não, né?! Então manda logo a foto que eu quero, e não demore”, diz a mensagem enviada à jovem.
Como a investigação ainda está em curso, não foram divulgados os nomes do colégio e do ex-professor.
De acordo com a delegada Ana Paula Cunha Carvalho, o crime aconteceu quando o homem era professor da adolescente. Após ela relatar o caso, o docente passou por um processo administrativo e foi afastado.
Em nota, o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Ponta Grossa da Secretaria de Estado de Educação do Paraná (Seed-PR) ratificou que o docente não integra mais o quadro da rede estadual de ensino e afirmou que permanece à disposição das autoridades para colaborar com a investigação, fornecendo as informações que forem solicitadas pelos órgãos competentes.
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“Por se tratar de investigação conduzida pela Polícia Civil, em procedimento que tramita sob segredo de Justiça, eventuais informações sobre o caso devem ser obtidas junto à corporação responsável”, completou.
Na sexta-feira (7) a casa dele, no Bairro Uvaranas, foi alvo de um mandado de busca e apreensão.
“Durante a diligência, que contou com o apoio da Polícia Científica do Paraná, foram apreendidos o aparelho celular, notebook e pendrives do investigado, os quais serão devidamente encaminhados à perícia visando comprovar ainda possível ocorrência de outro crime: o armazenamento de imagens pornográficas de adolescentes”, informa a delegada.
O homem responde ao inquérito em liberdade porque, quando a denúncia foi feita, já havia transcorrido o tempo necessário para uma prisão em flagrante.