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Presos em Jaraguá do Sul ofereciam dinheiro a vítimas de abusos, revela delegado

Foto: Gabriel Jr/OCP News

Por: Elisângela Pezzutti

03/05/2026 - 12:05 - Atualizada em: 03/05/2026 - 12:43

Os dois homens presos pela Polícia Civil em Jaraguá do Sul, suspeitos de abusar sexualmente de alunos surdos ao longo de vários anos, chegaram a oferecer dinheiro às vítimas para facilitar a prática dos crimes, segundo o delegado responsável pelo caso, Augusto Brandão, da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI).

O professor de Libras e presidente da Associação de Surdos de Jaraguá do Sul e Região, Paulo Sérgio Praxedes do Monte Araújo, de 44 anos, e seu companheiro, Carlos Francisco Priprá, de 42 anos, foram presos na noite da última quinta-feira (30). Em audiência de custódia realizada na tarde de sexta-feira (1º), foi mantida a prisão preventiva dos dois.

De acordo com o delegado Brandão, a investigação teve início a partir de uma requisição do Ministério Público, após o recebimento de denúncias sobre os supostos abusos. “Ainda em 2025, recebemos uma requisição do Ministério Público, pois chegou uma denúncia lá de que pessoas estavam sendo abusadas pelo presidente da Associação de Surdos e Mudos de Jaraguá do Sul e seu marido”, informou.

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Ele destacou que o avanço das apurações foi dificultado pelo medo das vítimas em relatar o que acontecia. Segundo Brandão, havia um contexto de intimidação, com uso de chantagens emocionais para impedir que os fatos fossem levados às autoridades.

“As investigações demoraram um pouco, porque as vítimas tinham verdadeiro temor de falar, de nos trazer o que estava acontecendo, porque os investigados faziam intimidação e chantagens emocionais, para que eles não levassem o assunto ao conhecimento das autoridade”, declarou.

Até o momento, cinco vítimas foram identificadas. Quatro delas já prestaram depoimento à Polícia Civil, enquanto uma optou por não comparecer à delegacia.

“Caso alguém tenha conhecimento sobre outras vítimas, por favor procure a delegacia e denuncie”, completou Brandão.

A reportagem do OCP tenta contato com a defesa dos investigados. O espaço segue aberto para manifestação.

 

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Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.