Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Preso após denúncia de Felca, Hytalo Santos aciona Lei Felca para pedir anulação de prisão; entenda

Foto: Reprodução/Instagram

Por: Pedro Leal

02/04/2026 - 17:04 - Atualizada em: 02/04/2026 - 17:52

A defesa do influenciador Hytalo Santos entrou com uma petição na Vara da Infância e Registro Público da Comarca Integrada de Bayeux e Santa Rita, em João Pessoa, pedindo anulação da condenação do influenciador e do marido dele, Israel Vicente.

As informações são do Portal Metrópoles.

O casal foi condenado por aliciamento sexual e produçaõ de conteúdo pornográfico de menores após denúncias feitas pelo influenciador Felca – e pediu a anulação com base na Lei Felca, registrada como ECA Digital, que entrou em vigor em 17 de março.

Clique e assine o Jornal O Correio do Povo!

Segundo os advogados, os réus foram condenados com base em uma interpretação ampla do crime de produzir conteúdo pornográfico com adolescentes na internet.

“O dolo dos agentes é traduzido na vontade livre e consciente de produzir, reproduzir e divulgar as imagens gravadas, de conteúdo sensual e erótico, que podem ser enquadrados como pornográficas na interpretação aberta que faz o Superior Tribunal de Justiça, visto que se trata de tipo aberto, não se podendo falar apenas em cenas de sexo explícito”, diz trecho.
A defesa argumenta, ainda, que o feito por Hytalo Santos e Israel Vicente, divulgado nas redes sociais, “é uma manifestação cultural marginal, oriunda de movimentos periféricos, como é o BregaFunk” e que, outro inciso do decreto que regulamenta a Lei Felca, garante a liberdade de expressão cultural.

Apesar da petição apresentada, o juiz responsável pelo caso não definiu um prazo para analisar o recurso.

A Justiça da Paraíba condenou Hytalo Santos e o marido dele, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro. O influenciador foi condenado a 11 anos de prisão, e Euro, a 8 anos. A sentença foi definida em 22 de fevereiro.

Eles foram condenados pela produção, reprodução e transmissão de conteúdo com conotação sexual envolvendo adolescentes nas redes sociais, com o objetivo de monetização e lucro.

A denúncia acolhida refere-se ao crime de produção de cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente, previsto no artigo 240 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

 

Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Pedro Leal

Analista de mercado e mestre em jornalismo (universidades de Swansea, País de Gales, e Aarhus, Dinamarca).