A influenciadora digital Deolane Bezerra foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A acusação foi apresentada pelo promotor Lincoln Gakiya um dia após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar o pedido de prisão domiciliar da investigada.
Deolane está presa desde 21 de maio na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Segundo a denúncia, ela teria atuado como uma espécie de “caixa” da facção criminosa, movimentando recursos que teriam origem em atividades ilícitas.
De acordo com o Ministério Público e a Polícia Civil, manuscritos encontrados em 2019 na Penitenciária de Presidente Venceslau e informações reunidas em investigações posteriores indicariam ligações entre movimentações financeiras, contas bancárias e empresas associadas à influenciadora. A promotoria afirma ainda que uma transportadora de Presidente Venceslau teria sido utilizada para movimentar recursos.
A defesa tentou substituir a prisão preventiva por prisão domiciliar, alegando que Deolane é mãe de uma menina de 10 anos. O pedido, porém, foi rejeitado pela Quinta Turma do STJ.
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Para os investigadores, há indícios de que a influenciadora participou de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC e teria conexão com Marco Willians Herbas Camacho, apontado pelas autoridades como principal liderança da organização criminosa. A denúncia sustenta que registros financeiros analisados durante a apuração indicariam o recebimento de valores provenientes da facção.
Em nota, a defesa informou que ainda não teve acesso à acusação formal e que apresentará resposta após ser citada pela Justiça. Os advogados também reafirmaram que Deolane não integra nenhuma organização criminosa e não cometeu qualquer crime. O caso será analisado pela Justiça paulista.