Antes cheia de clientes e de produtos variados capazes de atender às mais diversas demandas. Agora a loja Coisa de Louco se tornou um amontoado de entulhos e cinzas.

O incêndio que atingiu o prédio no bairro Vieira na manhã de quinta-feira (31) não deu tempo sequer para que os bombeiros pudessem trabalhar para salvar a estrutura.

Segundo relatos, em cerca de 30 minutos as chamas consumiram por completo o local, que foi inaugurado em dezembro de 2017. O fogo começou por volta das 6h e antes das 7h, havia comprometido por completo o prédio.

A ligação que acordou o sócio-proprietário da loja, Eduardo Luís Ropelato, possivelmente nunca será esquecida. Ele conta que o telefone tocou por volta das 6h e do outro lado da linha, a conversa não anunciou a notícia.

“Me acordaram com uma ligação e perguntaram se eu sabia alguma coisa da loja. Nisso, informaram do incêndio. Eu fui correndo pra lá, mas quando eu cheguei, umas 6h30 no máximo, já estava tudo tomado pelo fogo”, conta.

A loja havia acabado de completar um ano de inauguração. Ainda sem conseguir mensurar o tamanho da perda, Ropelato diz que a possibilidade de reabrir as portas está praticamente descartada.

“Teremos reuniões com a contabilidade, o banco, para ver o que tem de possibilidade, mas a ideia de reabrir é praticamente inexistente, até por conta do proprietário do imóvel”, explica.

Segundo o sócio-proprietário, a mercadoria foi completamente perdida, mas ainda não é possível calcular o volume.

“Nós estivemos lá, o prejuízo é incalculável neste momento. É muito recente, não sei nem o que responder, nós temos seguro, mas ainda precisamos avaliar de quais itens. Não sabemos o que aconteceu, só sabemos o resultado: a mercadoria foi toda perdida”, lamenta.

A loja, que também tem uma unidade em Guaramirim, estava fechada no momento em que o fogo iniciou e nenhum dos 11 funcionários estava no local. Ropelato conta ainda que somente os produtos e o estoque da unidade do Vieira estavam armazenados no local.

“Precisamos pensar em como proceder a partir de agora. Temos uma responsabilidade gigante até por conta dos nossos funcionários”, finaliza.

Mais de 220 mil litros de água foram utilizados na ação | Foto: Eduardo Montecino/OCP News

O proprietário do prédio, José Heidemann, foi informado sobre o incêndio também por volta das 6h30 e quando chegou ao local, a estrutura não se parecia em nada com aquela que ele alugava. Segundo ele, o prédio possuía seguro e ele estima que o prejuízo supere R$ 1 milhão.

“É uma tragédia o que aconteceu, mas danos materiais se recupera. Nossa preocupação agora é garantir a segurança dos vizinhos”.

Heidemann garante que toda a estrutura que restou será colocada no chão e estima que ainda nesta semana o terreno esteja completamente limpo, mas ainda não sabe se irá reconstruir o prédio.

Mais de 220 mil litros de água

Foram cerca de sete horas de trabalhos intensos, desde às 6h30, para controlar as chamas que destruíram o prédio e garantir que as residências e os moradores vizinhos não fossem atingidos. O trabalho exaustivo contou com a solidariedade e colaboração de municípios vizinhos.

As corporações de Jaraguá do Sul, Guaramirim, Massaranduba, Corupá, Schroeder, Indaial e Joinville estiveram envolvidas no combate ao incêndio e no trabalho de rescaldo, até que a máquina particular assumisse as ações para demolição do prédio.

Além dos voluntários e caminhões das corporações vizinhas, uma escada dos Bombeiros Voluntários de Joinville foi utilizada para auxiliar no rescaldo a partir do telhado do imóvel.

Segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Jaraguá do Sul, Neilor Vincenzi, mais de 220 mil litros de água foram utilizados e a avaliação do trabalho, apesar das perdas, foi positiva.

“Pelo poder de queima não tinha mais o que ser feito. Da estrutura não conseguimos preservar nada, mas das casas ao redor sim. Nada foi perdido ou afetado e esse era o foco”, salienta.

Prédio será completamente demolido | Foto: Eduardo Montecino/OCP News

O alto poder de queima dos materiais da loja – como material escolar, utensílios de plástico e presentes – colaborou para o avanço rápido das chamas, mas não é possível precisar a causa do incêndio, afirma o comandante. Além disso, explica, após todo o trabalho de combate, a perícia não seria tão eficaz.

As suspeitas são de que algum aparelho elétrico, como lâmpadas possam ter iniciado o fogo, mas ele ressalta que não há como definir. “Eu estaria mentindo se dissesse com certeza o que provocou, pode ter sido isso, mas não há como ter certeza”, finaliza.

 

Quer receber as notícias no WhatsApp?