Prefeito de Ponte Alta do Norte é preso na operação ‘Limpeza Urbana’

Fotos: Redes sociais e Divulgação / MPSC

Por: Luan Tamanini

26/01/2024 - 09:01 - Atualizada em: 26/01/2024 - 10:08

O prefeito de Ponte Alta do Norte, Ari Alves Wolinger (PL), foi um dos presos na operação “Limpeza Urbana”, deflagrada na manhã desta sexta-feira (26) no município localizado no Vale do Contestado. Ele estava em um hotel de Florianópolis quando foi detido pelo Gaeco.

As informações são do portal SC em Pauta. Os dois filhos e o secretário de Administração do município, Antônio Brocardo, também foram detidos na operação.

Wolinger é o 18º prefeito preso em operações contra a corrupção realizadas em Santa Catarina nos últimos meses.

Também nesta semana, o Gaeco prendeu o prefeito de Barra Velha, Douglas Elias Costa (PL), durante a operação “Travessia”, que investiga um possível desvio de recursos públicos para a construção de uma ponte na cidade. Dois secretários do município também foram detidos na ocasião.

Suspeita de corrupção

A operação “Limpeza Urbana” apura os crimes de associação criminosa, corrupção passiva e concussão, orquestrados e supostamente praticados por agentes políticos e particulares em Ponte Alta do Norte.

A investigação é realizada pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do Ministério Público de Santa Catarina, pelo GAECO e pelo Grupo Especial Anticorrupção (GEAC). Ao menos 11 mandados estão sendo cumpridos, entre prisões preventivas e buscas e apreensões.

Segundo os investigadores, as pessoas interessadas em prestar serviço de limpeza urbana no município eram direcionadas pelos agentes públicos investigados para que contratassem escritórios de contabilidade previamente determinados, impondo-se a contrapartida ilícita de pagamento de 10% dos valores que eles percebiam do município, pagos a título de vantagem indevida mensal.

Esta conduta faria com que parte do dinheiro pago pelo município aos contratados para limpar a cidade voltasse para os próprios agentes púbicos investigados, ocasionando enriquecimento ilícito, que se aproxima do valor de R$ 100 mil.

A operação conta com a participação de cinco Promotores de Justiça, 20 policiais e 10 viaturas.

Após o cumprimento dos mandados, os presos serão apresentados para a realização de audiência de custódia. A investigação segue em sigilo.