Polícia Militar de Jaraguá do Sul realiza mais de duas mil prisões em 2017

Polícia Militar de Jaraguá do Sul realiza mais de duas mil prisões em 2017 Polícia Militar de Jaraguá do Sul realiza mais de duas mil prisões em 2017

Segurança

Por: Claudio Costa

quinta-feira, 01:04 - 01/02/2018

Claudio Costa
Com um efetivo de 152 policiais, Polícia Militar em Jaraguá do Sul realizou 2.013 prisões no ano de 2017. Um incremento de 5% no número de detenções comparado a 2016, quando foram contabilizadas 1.909 prisões. Nos anos anteriores, as ocorrências tiveram pouca oscilação: 2.107 prisões em 2015 e 2.033 detenções no ano de 2014. Para o chefe da Seção de Comunicação do 14º Batalhão de Polícia Militar (BPM), major Aires Volnei Pilonetto, os números mostram que o índice de criminalidade não evoluiu nos últimos anos. “Nós estamos com a situação mais ou menos controlada. Muito embora, nós sempre fazemos a reflexão de que se formos pensar em homicídios, roubos e furtos, o nosso melhor indicativo seria zero. Apesar de termos números baixos, esses crimes merecem nossa constante atenção, principalmente em programas preventivos para que possamos reduzir ainda mais. A Polícia Militar não se contenta em dizer apenas que o crime está controlado. A gente trabalha constantemente para reduzir ainda mais os índices. Afinal, o nosso ideal de criminalidade é zero”, comenta o oficial da Polícia Militar. No ano passado, os cinco principais motivos de prisões em flagrante registrados pela Polícia Militar foram posse de drogas por menores (177), tráfico de drogas (147), violência doméstica (113), furto (113) e lesão corporal leve (105). Outros crimes com menos prisões entram na lista, como dano qualificado (25), roubo (26) e porte ilegal de arma de fogo (26). Nos últimos dois anos, o número de prisões por furto apresentou queda. Em 2016, foram registradas 113 prisões de pessoas que cometeram o crime, ou seja, 26% a menos do que no ano passado. Segundo Pilonetto, houve uma diminuição significativa no número de registros relacionados ao crime. Em 2017, foram 772 ocorrências de furtos em Jaraguá do Sul contra outras 954 anotações desse tipo de crime em 2016, uma queda de 19%. “Isso é um reflexo das ações preventivas de Polícia Militar. No ano passado, nós implantamos o programa Rede de Vizinhos. Nós também intensificamos o número de abordagens. Nós fizemos cerca de 5 mil averiguações a pessoas ou veículos em atitude suspeita. Se uma pessoa que planeja cometer um furto é abordada, ela pensa duas vezes antes de cometer aquele crime. A presença policial efetiva nas vias ajuda e muito e prevenir os crimes”, ressalta o major. Outro crime que registrou queda foi o de conduzir veículo sob o efeito de álcool. A Polícia Militar prendeu 89 pessoas por dirigirem embriagadas no ano passado. No ano de 2016, foram detidos 102 motoristas, uma redução de 9%. “Nós já havíamos diagnosticado que esse número diminuiu. Pode-se dizer que a lei ficou mais dura, mas houve, principalmente, uma conscientização dos condutores. Os motoristas estão adquirindo a cultura de não beber ao dirigir”, enfatiza. Um número que aumentou expressivamente foi o de prisões por tráfico de drogas. Os dados disponibilizados pela Polícia Militar mostram que houve um aumento de 116% no número de prisões pela venda de entorpecentes. Em 2017, foram realizadas 147 detenções pelo crime contra 68 em 2016. “Houve um aumento sensível no número de prisões. Não dá para afirmar que as pessoas estão se envolvendo mais com o tráfico. Na questão do tráfico de drogas, o trabalho de inteligência é fundamental”, ressalta Pilonetto. Já o número de homens presos por violência doméstica, enquadrados na Lei Maria da Penha, triplicou. Ao todo, foram presas 113 pessoas pelo crime no ano passado. Em 2016, foram registradas 37 prisões, um aumento de 205%. “Não tem como a gente afirmar que número de agressões aumentou. Talvez a maior divulgação e a maior sensibilização das vítimas em denunciar as condutas fez com que a gente tirasse de circulação esses criminosos”, destaca o major, ao ressaltar que o registro da violência doméstica leva a outras ações como as medidas protetivas, que evitam crimes mais graves como os feminicídios.
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