A Polícia Federal, com o auxílio da Polícia Militar, deflagrou a Operação Flipper, na tarde de ontem, a qual tem objetivo apurar a atuação de organização criminosa instalada no Sul de Santa Catarina destinada ao preparo e distribuição de cocaína e produtos químicos, de venda controlada, para diversos estados.

A operação contou com a atuação de 20 policiais, sendo cumpridos cinco
mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária e um de prisão preventiva, nos municípios de Treze de Maio, Criciúma e Nova Veneza, expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Araranguá.

Conforme a PF, em um dos endereços, na zona rural de Treze de Maio, foi desmantelado outro laboratório clandestino de preparo, embalagem e distribuição de drogas. No local, foram apreendidos cocaína, produtos químicos de venda controlada utilizados para fabricação de insumos empregados no preparo da cocaína, além de maquinário e petrechos utilizados na fabricação da droga, como prensa hidráulica, centrífugas, balanças, entre outros.

Dentre os presos nesta operação há um foragido da Justiça de Minas Gerais, com condenação de 21 anos pelos crimes de tráfico de entorpecente, associação e posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida, o qual estava utilizando documentos falsos, razão pela qual foi lavrado flagrante pelo crime de uso de documento falso.

Segundo a PF, a apuração dos fatos teve início em fevereiro, a partir de informações recebidas pela DIC de Araranguá, relacionadas com o laboratório clandestino para preparação, embalagem e distribuição de entorpecente, localizado, em 17 de novembro de 2020, na cidade de Balneário Arroio do Silva, ocasião em que foram presas três pessoas e apreendidos dezenas de quilos de cocaína e insumos para preparo, além de equipamentos utilizados na produção da droga.

Os investigados, dois homens, de 42 e 29 anos, e uma mulher, de 38 anos, após cumprimento dos mandados de prisão, foram encaminhados, ao Presídio Regional de Criciúma e à Penitenciária Sul, e responderão pelos crimes de
tráfico de entorpecentes, uso de documento falso e organização criminosa, cuja soma das penas pode chegar a 28 anos de reclusão.