A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (24) uma operação destinada à repressão ao compartilhamento e à posse de imagens e vídeos com conteúdo de abuso sexual infanto-juvenil, praticada por usuário da internet residente em Cocal do Sul.

As investigações foram iniciadas a partir de relatórios de informação produzidos pela Delegacia de Polícia Federal em Criciúma, que resultaram na identificação de um usuário que compartilhou arquivos com cenas de violência sexual contra crianças e adolescentes.

O suspeito de 48 anos, que utilizava aplicativo para compartilhamento dos arquivos com usuários do mundo todo, foi preso em flagrante durante o cumprimento de mandado judicial de busca e apreensão, expedido pela 1.ª Vara Federal de Criciúma, pelo delito de armazenamento de arquivos com pornografia infantil.

Arrecadação e apreensão

Além da prisão, também foi realizada a arrecadação e a apreensão de equipamentos de informática, celulares e mídias de armazenamento. Todo o material apreendido será submetido a perícia, com foco na identificação de abusadores sexuais e suas vítimas, bem como na busca de informações que possam indicar o envolvimento do suspeito com os crimes de produção de pornografia infantil e estupro de vulnerável.

O crime de compartilhamento de arquivos de pornografia infantil, previsto no no Estatuto da Criança e do Adolescente, é punido com pena de reclusão de 3 a 6 anos. Já o crime de posse de arquivos de pornografia infantil, tipificado no mesmo Estatuto, é punido com pena de reclusão de 1 a 4 anos.

A ação policial faz parte da operação contínua P2J (Pedo to Jail) da delegacia, em alusão às redes P2P, focada na erradicação de materiais relacionados aos crimes de abuso e exploração sexual infantil.

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