A Polícia Civil esclareceu crimes envolvendo o compartilhamento de imagens íntimas por meio de redes sociais. A investigação é da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI/PCSC) de São Miguel do Oeste, no Extremo-Oeste de Santa Catarina.

No primeiro caso, um homem mantinha contato com um perfil feminino em uma rede social, com quem trocava imagens e vídeos íntimos. Após receber ameaças para postar mais vídeos e ter seu conteúdo íntimo divulgado, a Polícia Civil foi acionada e a investigação apurou que o perfil feminino pertencia, na verdade, a um amigo da vítima.

No segundo caso, uma mulher compartilhou fotografias íntimas com um perfil masculino de uma rede social. Houve a divulgação dessas imagens em um perfil desconhecido da vítima em outra rede social. A investigação da Polícia Civil apurou que quem divulgou essas imagens foi uma amiga da vítima, que tinha conhecimento da relação virtual, não obstante as suspeitas iniciais recaíssem sobre o seu contato virtual masculino, residente em outro estado, que também foi identificado e ouvido durante a investigação.

Há outros casos semelhantes sendo investigados pela DPCAMI. Embora os autores desses crimes tenham sido identificados e serão responsabilizados, o conteúdo virtual, uma vez compartilhado na internet, não dá certeza de ser integralmente excluído em razão dos inúmeros recursos de replicabilidade e armazenamento.

O crime de divulgação de imagem ou vídeo íntimo sem o consentimento da vítima prevê pena de reclusão de 1 a 5 anos.

*Com informações da Polícia Civil de Santa Catarina.