Polícia encontra armas, armadilhas e porcos que podem ter comido cadáveres em base de milicianos no RJ

Divulgação/PCRJ

Por: Pedro Leal

19/01/2024 - 11:01 - Atualizada em: 19/01/2024 - 11:23

Dois homens foram presos, nesta quinta-feira (18), em um sítio do bairro Rio Seco, em Rio Bonito, na Região Metropolitana do Rio.

Agentes da 119ª DP (Rio Bonito) deflagraram uma operação para desmantelar um grupo miliciano investigado por dois assassinatos na região.

As informações são da CNN.

No local, havia uma criação de porcos, que podem ter sido usados para descartar os cadáveres – os animais podem ter consumido eles, já que apresentavam peso visível para o abate, mas eram mantidos no sítio.

A ação teve ainda o apoio de equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento-Geral de Polícia (DGPI) e de cães farejadores do Grupamento de Bombeiro Militar de Magé.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Renato José Mascarenhas Perez, foram encontradas armadilhas espalhadas no sítio.

Os agentes flagraram ainda o segurança do sítio com uma granada e uma pistola, além de estar com diversas vestimentas camufladas, típicas das utilizadas pelas milícias.

Em outra casa da propriedade, o caseiro foi flagrado com uma pistola que também estava carregada. Também foram apreendidos uma carabina calibre .12 com tripé, luneta e lanternas acoplados, uma metralhadora calibre 9mm com silenciador, munições de diversos calibres, além de coletes balísticos e materiais operacionais.

Além das armas, foram apreendidos duas réplicas de arma de fogo, dois carregadores conhecidos colo “lata de goiabada” – que comporta um número maior de munições – e dois dispositivos vulgarmente nominados “kit rajada”, próprio para fazer pistolas dispararem mais tiros por segundo.

O sítio pertence a José Jailson Almeida de Souza, conhecido como Jajá. O homem é apontado como parte de uma milícia em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense e já tinha um mandado de prisão pendente.

O delegado Renato José Mascarenhas Perez afirmou que representará por outra prisão em função do material bélico encontrado no sítio.

A operação foi nomeada de “Nella Tana”, que significa “Dentro da Toca”, em italiano, já que o sítio em ficava em zona rural.

De acordo com a Polícia, outras diligências estão sendo feitas para identificar outros membros da organização paramilitar.