A Polícia Civil de Rio Negrinho, no Planalto Norte catarinense, concluiu nesta segunda-feira (16) o inquérito policial instaurado a fim de apurar possíveis irregularidades ocorridas no IPRERIO (Instituto de Previdência de Rio Negrinho), no período compreendido entre 2015 e 2017.

Em março deste ano, foi recebido um relatório de atividades, encaminhado pelos conselheiros fiscais, apontando diversas irregularidades ocorridas no período citado.

Entre as irregularidades apontadas estaria a compra de diversos alimentos, como iogurte grego, bolachas, nutella, leite ninho, água de coco, entre outros. que, em vez de serem consumidos em reuniões no local, eram desviados pela servidora para consumo próprio.

Ainda, a mesma servidora teria utilizado verba do IPRERIO para o pagamento indevido da anuidade do CRC (Conselho Regional de Contabilidade), por duas oportunidades, totalizando o valor de R$ 866.

Por fim, a mesma servidora teria recebido “jetons” - gratificação instituída por lei paga aos conselheiros e membros do comitê de investimentos do IPRERIO que participam de reuniões – de forma indevida, totalizando o valor de aproximadamente R$ 1.960.

Ao final da investigação, após a oitiva de diversas testemunhas, servidores e interrogatório da investigada, além da análise de diversas notas fiscais, empenhos, relatórios e atas, a autoridade policial concluiu pela existência da prática do crime de peculato, previsto no art. 312 do Código Penal, cuja pena varia de 2 a 12 anos de reclusão.

*Com informações da Polícia Civil de SC.