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Polícia Civil soluciona latrocínio de corretora de imóveis em Florianópolis

Foto: Reprodução/OCP News

Por: Ewaldo Willerding Neto

13/03/2026 - 11:03 - Atualizada em: 13/03/2026 - 11:16

No última terça-feira (10) a Polícia Civil foi comunicada sobre o desaparecimento de Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, corretora de imóveis, na Praia do Santinho, em Florianópolis.

A vítima morava sozinha em um residencial e estaria desaparecida pelo menos desde o dia 05 de março, quando foi vista pela última vez.

A partir das informações repassadas pela família, as investigações através da Equipe de Investigações da Delegacia de Roubos e Antissequestro – DRAS/DEIC, identificaram que diversas compras estavam sendo feitas, usando os dados e pagamentos da vítima, especialmente em plataforma de compra online.

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No dia seguinte, os policiais da DRAS identificaram um adolescente fazendo a retirada das mercadorias compradas, em locais diversos na região do norte da ilha, e constataram que ele era vizinho de Luciani, morando no mesmo residencial.

Também foi identificado que o irmão do adolescente, de 27 anos de idade, estava foragido do Estado de São Paulo, por ter cometido um latrocínio em 2022, na cidade de Laranjal Paulista, quando o proprietário de uma padaria foi morto com um tiro na cabeça.

Ele e a companheira, de 30 anos de idade, moravam também em um apartamento vizinho do de Luciani.

Ainda no dia 11, a investigação se deparou com evidências apontando que a administradora do residencial/pousada, uma mulher de 47 anos, parente dos proprietários, estava associada ao casal, se beneficiando das compras feitas em nome da vítima.

Os policiais ainda descobriram pertences da vítima, como notebook e televisão, além de mercadorias compradas, escondidos em outro apartamento, que estava desocupado e trancado, e estava sob responsabilidade da mulher.

Essa mulher foi presa em flagrante e conduzida ao sistema prisional, enquanto os policiais continuaram em busca do casal, que tentou fugir para o Rio Grande do Sul, sendo presos ontem na cidade de Gravataí, por policiais rodoviários federais.

As investigações sobre os crimes tiveram os importantes apoios da Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas – DPPD, da 8ª Delegacia de Polícia de Florianópolis (Ingleses), da Delegacia de Polícia de São João Batista, e da Polícia Rodoviária Federal.

O conjunto de informações colhidas permitiu apontar que o tronco de um corpo feminino encontrado na cidade de Major Gercino, no dia 9, com sinais de esquartejamento e desmembramento, era o da vítima Luciane. Essa e outras partes do corpo foram levados até uma ponte na área rural e jogados em um rio, divididas em cinco pacotes diferentes, pelo casal de autores e o adolescente.

Buscas estão sendo realizadas para tentar localizar as outras partes.

O trabalho da Polícia Civil permitiu identificar até o momento que Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5, e seu corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento dela, quando foi retirado.

A investigação continua, no intuito de colher outros elementos, porém, a dinâmica e a autoria desses crimes de latrocínio e de ocultação de cadáver, já foram esclarecidos.

O possível envolvimento em outros crimes também será verificado pela Polícia Civil de Santa Catarina.

 

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Ewaldo Willerding Neto

Jornalista formado pela UFSC com 30 anos de atuação.