A Polícia Civil de Santa Catarina, através da Delegacia de Polícia Civil de Sangão, concluiu o inquérito policial que apura a morte de Juliana Regina Vaz de Souza, de 35 anos, e prendeu três pessoas responsáveis pela morte da mulher.

No dia 7 de abril de 2022, os policiais civis de Sangão foram acionados por um operador de uma máquina retroescavadeira o qual informava que teria encontrado um corpo nas imediações da Vila Santina, onde trabalhava em uma obra.

Ao chegarem ao local, os policiais confirmaram que realmente se tratava de um corpo de uma mulher, já em avançado estado de decomposição, nua, enrolada em lona plástica, lençóis e cobertores e com perfurações pelo abdômen e nas costas.

De imediato, começaram as diligências para tentar primeiro identificar a identidade da vítima, já que estava sendo investigado o desaparecimento de uma mulher.

Com os trabalhos do Instituto de Criminalista e Instituto Médico Legal (IML) de Tubarão, confirmou-se realmente que se tratava daquela mulher desaparecida, ou seja, o corpo era de Juliana.

"Após a identificação da vítima, as diligências agora eram no sentido de identificar os autores desse crime bárbaro que chocou a cidade. As investigações se iniciaram com muita dificuldade, uma vez que segundo os peritos da Polícia Científica, o corpo estava abandonado no local há aproximadamente 30 dias. Devido a esse grande lapso temporal, os agentes estavam com dificuldades de encontrar imagens na região e tampouco testemunhas que pudessem ajudar nas investigações", informou a Polícia Civil.

Outro fator que ainda dificultava o trabalho era o fato de a vítima estar morando há poucos meses na cidade e de ter poucos laços familiares e de amizade.

No início das diligências, nenhuma linha de investigação era descartada, porém com andamento dos trabalhos algumas hipóteses foram sendo descartadas e a linha mais forte de investigação foi trazida à tona, ou seja, crime de homicídio relacionado ao tráfico de drogas, informou a Polícia Civil.

As investigações da Polícia Civil conseguiram demonstrar em um robusto caderno investigativo que, na verdade, Juliana, que era usuária contumaz de drogas ilícitas e álcool, acabou se envolvendo com traficantes da cidade.

"As investigações deram conta de que a vítima tinha se relacionado amorosamente com traficantes e, pelo vício, teria “furtado” drogas desses indivíduos. Não sabia ela que, ao se envolver com esses indivíduos, teria sua vida decretada. Juliana foi brutalmente morta a facadas dentro de uma casa a pouco mais de 100 metros onde o corpo foi encontrado. Após anexar vasto material comprovando a autoria do crime, três pessoas, uma mulher e dois homens, já conhecidos no meio policial, tiveram suas prisões temporárias decretadas, conforme requisição da Polícia Civil".

Com encerramento das investigações, ambos tiveram suas prisões preventivas decretadas, também por requisição da autoridade policial, com o indiciamentos dos autores pelos Art. 121, § 2º, inciso I e Art. 211 ambos do CP.