Dois homens,  de 32 (E) e  37 anos, foram presos durante a operação da Polícia Civil | Foto: Polícia Civil/OCP News
Dois homens, de 32 (E) e 37 anos, foram presos durante a operação da Polícia Civil | Foto: Polícia Civil/OCP News

Agentes da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) realizaram a prisão de dois homens, de 32 e 37 anos, investigados pelo crime de armazenamento e troca de pornografia infantil. O cumprimento dos mandados de busca e apreensão ocorreu na manhã de terça-feira (19), nas residências dos suspeitos nos bairros Ilha da Figueira e Três Rios do Sul, em Jaraguá do Sul.

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De acordo com a delegada Claudia Gonçalves de Lima, a investigação começou em setembro, depois de denúncia feita por meio do Disque Denúncia da Polícia Civil (181). Com o recebimento dos dados de trocas de informações obtidas através do IP (Protocolo de Internet, sigla em inglês), os dois homens passaram a ser monitorados pela equipe de investigação da DPCAMI.

“No dia em que eu assumi a DPCAMI, eu recebi a incumbência de dar continuidade à investigação. Com os arquivos em mãos, eu pedi a busca e apreensão no mesmo dia. Cerca de dois dias depois, o juiz expediu os mandados de busca”, comenta Claudia.

Na manhã de terça, por volta das 6h, os dois mandados foram cumpridos por policiais civis da DPCAMI, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) e agentes do Instituto Geral de Perícias (IGP). As duas equipes se dividiram e foram até casa do homem de 32 anos, no bairro Três Rios do Sul, e do suspeito de 37 anos, no bairro Ilha da Figueira.

“A participação dos agentes do IGP foi fundamental para que a operação tivesse êxito. Eles manejam aparelhos que detectam esse tipo de imagem e vídeo. Os agentes conseguiram de forma hábil detectar esse tipo de arquivo”, destaca a delegada.

Claudia explica que mandados de prisão não foram expedidos de forma estratégica, pois muitas vezes os usuários que trocam arquivos com conteúdo de pedofilia compartilham a rede e o próprio computador com outros usuários idôneos.

“A gente precisava entrar no local, pegar esses dispositivos informáticos, verificar quem utilizou e, a partir daí, efetuar uma prisão em flagrante. Se a pessoa não tivesse nenhum arquivo no momento, nós iríamos prosseguir com a investigação. Se a gente tivesse pedido a prisão, talvez tivéssemos prendido a pessoa errada”, afirma.

Acima de qualquer suspeita

A delegada explica que os dois homens tinham uma vida social regular e empregos formais. Além disso, tinham uma certa facilidade em manusear dispositivos de informática. Em um dos alvos, o IP apontava para o endereço de uma pessoa que não tinha nenhum arquivo no computador.

O homem explicou que compartilhava a rede com um vizinho. Na outra casa, os agentes da DPCAMI pediram para examinar o computador. Com a autorização, conseguiram vascular o equipamento e finalmente descobrir centenas de arquivos de pornografia infantil. Na outra prisão, a investigação apontou direto para o usuário que compartilhava o material.

“No período da investigação, o investigado de 32 anos compartilhou cerca de 168 arquivos e 95% desses arquivos eram de exploração sexual infantil, com imagens de meninos e meninas. Com relação ao investigado de 37 anos, compartilhou cerca de 500 arquivos com 95% de pornografia infantil”, conta.

Os dois homens não tinham nenhuma correlação, ou seja, atuavam de forma distinta. A delegada adverte que a internet não é terra sem lei e que há legislação para punir os crimes que podem ser cometidos através da rede de computadores. Denúncias podem ser feitas na DPCAMI ou através do número 181.

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