A Polícia Civil mudou o direcionamento da investigação sobre a morte do comerciante Sérgio Antônio Costa, 59 anos. InIcialmente tratado como latrocínio, roubo seguido de morte, o crime ocorrido na noite de sábado (14), no bairro Santo Antônio, em Jaraguá do Sul, agora é tratado como execução.

De acordo com o delegado titular da Divisão de Investigação Criminal, Daniel Dias, ainda é preciso levantar mais informações sobre as circunstâncias que envolvem a morte de Costa e a motivação para o crime.

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A DIC concentra esforços na tomada de depoimentos e na busca de suspeitos. “Ainda não há nada claro. Nós estamos traçando o perfil da vítima, o que ele falava e o que ele fazia. Porque ninguém viu nada e ninguém sabe de nada. Ouviram apenas um tiro e viram uma pessoa correndo a pé pela rua”, comenta Dias, ao destacar que possíveis motivações para o crime ocorrido na rua Hercílio Anacleto Garcia, cerca de 50 metros do pequeno mercado de propriedade da vítima.

O crime foi registrado pela Polícia Militar por volta das 22h. De acordo com a PM, uma guarnição das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam) atendia a uma ocorrência nas imediações e ouviu um estampido. Após realizar buscas, os PMs encontraram Costa baleado no rosto e caído na frente do seu carro.

O Corpo de Bombeiros Voluntários de Jaraguá do Sul foi chamado para atender a ocorrência, mas a vítima não resistiu ao ferimento e morreu no local. O Instituto Geral de Perícias (IGP) recolheu o corpo. Dois homens abandonaram o Fiat Palio utilizado no crime na rua Sizino Garcia, no bairro Santo Antônio, e fugiram pelo mato.

Vítima sonhava em se aposentar

Ainda abalada após o enterro do marido ocorrido na manhã desta segunda-feira (16), no Cemitério de Nereu Ramos, a viúva do comerciante, Ana Lúcia de Lara Costa, 48 anos, conta que viu o marido pela última vez no mercadinho da família.

Ela foi até a casa de um amigo e Sérgio disse que iria colocar o carro para dentro da garagem, pois o veículo estava com um dos pneus furado. Minutos após ter deixado o comércio, ela recebeu a notícia de que o marido havia sido baleado e morto.

Ana conta que o marido passava todo o tempo trabalhando na mercearia que havia aberto há nove anos. Segundo ela, ele não tinha inimigos. Conhecido por ser extrovertido com todas as pessoas que frequentavam o comércio, Sérgio não bebia, não fumava e também frequentava a igreja nas quartas-feiras.

Segundo a mulher, com quem era casado há 23 anos, ele ficava com o mercadinho aberto até tarde para aproveitar o horário em que os outros mercados estavam fechados para vender bebidas alcoólicas.

Com o filho de 20 e a filha de 18 anos criados, o sonho de Sérgio era se aposentar. Completando 60 anos no dia 4 setembro, o comerciante teria idade para dar entrada com os papéis no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

“Ele dizia que queria virar índio, que iria comprar um sítio para plantar mandioca. Ele era o segundo filho de uma família de 13 irmãos e só trabalhou desde novo, só conheceu o trabalho”, relembra a viúva.

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