Vinte e quatro horas depois do crime que resultou no assassinato de Eduardo Alberto Torres, encontrado degolado numa casa abandonada na rua José Vieira, bairro Corveta, em Araquari, no Norte de Santa Catarina, policiais civis já tem suspeitos. Os nomes não serão revelados para não atrapalhar as investigações, informou o delegado Rafael Gomes de Chiara, à reportagem do Jornal de Joinville. LEIA TAMBÉM: Homem que tentou apagar a tocha olímpica é encontrado degolado em Araquari Ainda nesta segunda-feira pela manhã, o corpo foi liberado aos seus familiares por funcionários do Instituto Médico Legal (IML). O sepultamento deve ocorrer na cidade natal da vítima, em Apucarana, no Paraná. Conforme o delegado, as investigações estão sendo feitas em sigilo, por enquanto. "Se revelarmos os nomes dos suspeitos acaba prejudicando o nosso trabalho", disse Chiara. A polícia já sabe que o crime ocorreu por volta das 14h30, e que o homem que ficou conhecido por tentar apagar a tocha olímpica com um extintor de incêndio quando ela passou por Joinville, foi degolado. No domingo (12), quando a Polícia Militar de Araquari esteve no local, foi informada por moradores do bairro, que Eduardo fazia parte do Movimento Sem Terra (MST), e que era uma pessoa tranquila e sem inimigos, e de vez em quando ingeria bebida alcoólica. Eduardo Alberto Torres ficou conhecido como o homem que tentou apagar a tocha olímpica em julho do ano passado. Ele estava em Joinville quando acompanhou o revezamento da tocha. Ao chegar na Beira Rio, região central de Joinville, tentou apagar a chama com um extintor de incêndio, mas logo foi contido pela polícia. Levado para a delegacia de polícia, somente foi solto após assinar um termo circunstanciado, e responderia pelo crime de perturbação ao sossego.