A Divisão de Investigação Criminal (DIC) investiga uma tentativa de homicídio ocorrida na madrugada deste domingo (21), em Jaraguá do Sul.

O delegado titular da divisão, Daniel Dias, afirma que a equipe conversou com a vítima nesta segunda-feira (22). O autor dos disparos ainda não foi identificado.

O caso ocorreu em uma área de mata nas proximidades da rua Gustavo Lessmann, no bairro Vieira. De acordo com a Polícia Militar, quatro jovens estavam acampados e foram surpreendidos por um homem armado.

Uma das vítimas, de 25 anos, disse aos policiais militares que o atirador chegou com uma lanterna e gritou para todos saírem do local.

Moradores do Morro do Lessmann, como a localidade é conhecida, contam que ouviram o momento em que os tiros foram disparados.

“A gente escutou uma bateria de fogos e, logo em seguida, os tiros. De repente, o barulho acabou e alguém gritou: ‘vaza, vaza, vaza’. Daí acalmou e a gente ficou sabendo que o rapaz foi atingido. Aqui todo mundo se conhece, eles [o grupo de rapazes] moram aqui na localidade”, conta o morador Jeferson Bolomini.

Ao saírem da área de mata, os jovens perceberam que um deles estava baleado. Eles foram até um ponto de ônibus na rua Manoel Francisco da Costa e aguardaram o socorro. Cleverton Castro, de 28 anos, foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros Voluntários.

Ele tinha ferimentos no braço esquerdo e na região do tórax, provavelmente causados por munição com múltiplas esferas de chumbo.

Cleverton recebeu os primeiros socorros no local e foi levado em estado potencialmente instável para o Hospital São José.

A vítima foi atingida por cerca de sete esferas de chumbo e acabou quebrando duas costelas. De acordo com a assessoria do Hospital São José, ele está internado em um dos quartos da unidade.

Local de acampamento

Bolomini lembra que a área de mata próxima da sua casa é procurada por moradores das imediações para acampar.

Anteriormente, uma pessoa cuidava do local e não havia atritos com as pessoas que usavam a área para esta prática.

“Agora, esse senhor está com uma certa idade e tem outros donos cuidando. Eu não quero culpar ninguém, mas hoje em dia a gente conversa. Se eu não quero que ninguém passe na minha terra, eu vou lá e aviso. É um pouco de ignorância, porque hoje em dia a gente conversa”, comenta.

 

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