Delegado Eduardo Mattos deu entrevista coletiva à imprensa nesta segunda. Foto: Polícia Civil/Divulgação  A Delegacia de Homicídios da Capital realizou uma coletiva à imprensa, na manhã desta segunda-feira (24), para esclarecer com detalhes a autoria e a motivação do homicídio qualificado (motivo fútil), que vitimou um transexual de 37 anos, na noite de 10 de março deste ano. A vítima foi assassinada a pauladas e encontrada numa construção, no bairro Ingleses, no Norte da Ilha. Um morador de rua de 22 anos foi preso e confessou o crime em depoimento ao delegado Eduardo Mattos. De acordo com Mattos, o preso revelou que manteve relações sexuais com a vítima e, após uma breve discussão, em que o transexual ameaçou contar aos amigos do acusado a relação amorosa de ambos, este teve uma reação e a golpeou com um pedaço de pau a atingindo na região do pescoço. “Mesmo desacordado, ele o golpeou mais três vezes, o que resultou em sua morte ainda no local, descartando o crime de homofobia, em que a vítima foi morta por ameaçar o autor e não por ele ser transexual”, explica o delegado. Segundo o delegado, após o crime, o suspeito ainda permaneceu na região do bairro Ingleses e somente no dia seguinte começou a ser indagado sobre o crime por outros moradores de rua. “Ele confessou a autoria para alguns deles, que pediram que ele saísse do local. Começamos a procura-lo a partir do dia 31 de março, quando foi deferido o mandado de prisão temporária em desfavor dele”, afirma. O delegado disse ainda, que houve três linhas de investigação, tocadas simultaneamente, em que havia a possibilidade de participação de uma pessoa contra quem a vítima tinha feito um Boletim de Ocorrência, mas essa possibilidade foi descartada logo de início. A segunda linha de investigação apontava para uma caminhonete, de cor branca que foi até a obra, que também foi descartada. A terceira possibilidade, que foi comprovada, foi a participação de um morador de rua, que estaria nas proximidades do local onde ele foi morto. “Havia a possibilidade dele estar na região de Criciúma, onde tem familiares. Também tínhamos informações de que ele poderia estar na região de Balneário Camboriú. A partir de agora vamos relatar o inquérito policial no máximo uma semana e pedir para ser convertida para prisão preventiva e remeter ao Poder Judiciário para oferecer denúncia”, explica.