Foto Ilustrativa

Foto Ilustrativa

A equipe de investigação e capturas da Delegacia de Palhoça da Polícia Civil prendeu em flagrante quatro pessoas – duas mulheres e dois homens (um deles advogado com registro na OAB/SC e RS) - por associação criminosa e estelionato. A prisão preventiva já foi solicitada, assim como o bloqueio de bens e contas bancárias.

O caso, que iniciou com sendo um possível sequestro a partir do relato do marido da vítima, que procurou a polícia há dois dias, mudou de rumo no decorrer das investigações.

Nesse período, o grupo conseguiu transferir R$ 116 mil da conta bancária da mulher, usou procuração para movimentar a conta e adquiriu bens com a sua colaboração. A quadrilha comprou celulares, computadores e até um veículo Golf, que seria entregue ontem.

“Eles se aproximaram da família com o argumento de alugar um imóvel. Em seguida, conhecendo a rotina do casal – dono de uma empreiteira - e sabendo de problemas de relacionamento, conquistaram a confiança da mulher aproveitando sua fragilidade emocional para oferecer ajuda”, conta o delegado Diego Parma, responsável pela investigação.

Os golpistas teriam convencido a mulher e o filho de 17 anos a sair de casa, e apresentaram o advogado que ajudaria no processo de divórcio. A polícia acredita que as vítimas eram dopadas.

“Eles controlavam o contato com a família enquanto transferiam dinheiro e adquiriam bens com a colaboração delas”, disse Parma.

Terapias holísticas

Segundo o delegado, eles ofereciam terapias holísticas e espirituais, prometiam ajuda de todo o tipo e com muita persuasão conseguiam convencer as vítimas.

“Eles sabiam, por exemplo, que o filho havia sido tratado de uma leucemia e prometiam remédios para curar a doença”, disse o delegado.

Após um contato telefônico com a mulher - já sabendo de possíveis envolvidos, do apartamento no bairro Pagani utilizado pela quadrilha e de ações semelhantes -, o delegado convenceu um dos envolvidos a levar a vítima à delegacia. Em seguida, ocorreu o flagrante do restante da quadrilha no apartamento, onde parte dos objetos adquiridos e do dinheiro sacado foi encontrado.

Outros casos em investigação

A partir da prisão da quadrilha, casos com o mesmo modus operandi já chegaram ao conhecimento do delegado, que acredita no surgimento de outras vítimas.

“Temos suspeitas de uma ocorrência idêntica em Paulo Lopes. Num registro em São José, envolvendo os mesmos suspeitos, uma mulher solteira foi ludibriada da mesma forma”, conta.

No caso de São José, a quadrilha teria raqueado o celular e redes sociais da vítima. “Em seguida, eles se apresentaram como peritos em eletrônica prometendo resolver os problemas técnicos. Conseguiram acesso ao apartamento e com o mesmo poder de convencimento retiraram entre R$ 30 e 40 mil da mulher e compraram eletroeletrônicos”, conta o delegado.

Somente após o contato com um ex-namorado da mulher, a polícia foi acionada. Na oportunidade, os suspeitos conseguiram sair ilesos.

O delegado acredita que com a divulgação desses casos novas vítimas da quadrilha possam aparecer.

 

Quer receber as notícias no WhatsApp?