A Polícia Civil de Criciúma não descarta que o trabalhador alvejado a tiros na noite do último domingo, na região da Quarta Linha, tenha sido assassinado por engano.

Marcelo Botelho Martins, de 48 anos, morador do bairro Santo Antônio, foi atingido com três tiros na cabeça.

A vítima deixava o turno na Cerâmica Elizabeth (apenas referência) quando foi surpreendida na parada de ônibus pelo atirador, que desceu da carona de uma moto e efetuou os disparos. Marcelo morreu na hora.

Sem passagens policiais e sob qualquer suspeita, o crime intriga até a polícia.

“Esse caso está sendo uma surpresa para a polícia. Era uma pessoa sem passagens policias, sem vícios, confusões e desafetos, em princípio, uma pessoa recatada, e estamos trabalhando para saber a motivação e a autoria e a hipótese de morte por engano não pode ser descartada”, disse o delegado André Milanese, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa da Divisão de Investigação Criminal (DHPP/DIC), lembrando que os tiros foram à queima-roupa.

A autoridade policial solicita a ajuda da comunidade com informações

“Precisamos saber o que ocorreu para dar uma rápida resposta à sociedade e descobrir quem e porque mataram o Marcelo. Não temos bola de cristal. Trabalhamos com informação”.

  • Disque-denúncia da Polícia Civil: 181 e 197 ou pelo WhatsApp (48) 98844-0011.


Desabafo de mãe

“Meu filho foi injustiçado. Ele não merecia isso. Era um homem tranquilo, não bebia, não fumava, nunca se envolveu com nada, era do serviço para casa, da casa para o serviço. Evitava até de sair para diversão para trabalhar. Estamos todos abismados”, lamentou Santa Botelho, mãe da vítima.

Marcelo morava com ela.

“Estava esperando por ele e veio essa notícia ruim. Nunca esperei isso na minha vida, meu coração está em pedaços. Não vejo ficar na minha casa sem o meu filho. Qualquer motivação é impossível, não tinha o porquê. Que eles (polícia) descubram, eu quero justiça. Meu filho não merecia”, desabafou a mãe.