Foto: Polícia Clvil/OCP A Delegacia de Homicídios de Joinville elucidou um crime bárbaro. A vítima, um jovem, de 20 anos, foi decapitado e sua execução foi divulgada, através de dois vídeos, mostrando o momento do crime e a cabeça da vítima exposta. Dois adolescentes foram apreendidos na manhã desta quarta-feira (10), numa operação que contou com a participação de 30 policiais civis da DIC, DPCAMI, 2ªDP, 4ª DP, 7ªDP, 8ªDP e DP de Araquari. O homicídio ocorreu em 30 de março, com a decapitação, no bairro Cubatão, em Joinville, O resto do corpo foi encontrado no dia seguinte, em Araquari. Saiba mais: Corpo de jovem decapitado em Joinville é encontrado O delegado Elieser Bertinotti, responsável pelas investigações, relata que foi um crime que chocou pelas imagens serem divulgadas em redes sociais. O motivo do crime foi briga de disputa de território por facções criminosas atuantes em Joinville. “Desde o encontro da cabeça da vítima, no dia 30 de março deste ano, no bairro Cubatão, a equipe de investigadores da DH iniciou uma série de diligências a partir da cena do crime. Sem testemunhas ou imagens, a investigação se mostrou de ímpar complexidade e demandou múltiplos meios para obtenção de provas que tornasse possível a elucidação. Assim, as primeiras medidas cautelares revelaram um cenário bastante amplo e sem muita definição quanto à autoria e dinâmica do evento. No entanto, indicou um norte e hipóteses que serviram de suporte ao avanço da investigação”, explica. Destaques do Aconteceu em Jaraguá do Sul: - Diarista precisa de ajuda para manter 180 cães em Jaraguá do Sul - Adolescente é apreendido tentando arrombar igreja em Jaraguá do Sul - Adolescente fica ferido após bater bicicleta contra poste em Jaraguá do Sul Segundo o delegado, em paralelo, a pesquisa junto a comunidade e incursões in loco nos possíveis locais e pessoas identificadas preliminarmente, revelaram informações importantes que corroboraram as hipóteses iniciais apuradas em âmbito pericial, mostrando que a investigação rumava no sentido certo. “Dessa forma, cotejando elementos e fragmentos de dados de diversas fontes, foi possível reunir um sólido conjunto probatório que tornou possível identificar, sem qualquer margem de dúvida, o autor imediato do crime, inclusive com base nas imagens dos vídeos divulgados pelos atrozes executores da morte”, ressalta Bertinotti. A investigação concluiu que um menor foi responsável pela asfixia da vítima. O adolescente ostentava uma tatuagem no vídeo produzido na ocasião da morte. Embora tenha feito a cobertura total do desenho por outra tatuagem, durante interrogatório na DH, o investigado confessou integralmente a prática do crime. O delegado reforçou a importância da participação da comunidade por meio da fanpage da DH no Facebook. De acordo com Elieser, essa interação foi fundamental para solução do caso. O meio serviu como importante fonte de dados para reconstruir o quebra-cabeça da investigação. “É certo afirmar que sem a ajuda da sociedade, das pessoas de bem, esses perigosos marginais continuariam em liberdade. Novas diligências estão sendo realizadas com o fim de identificar pessoas que colaboraram para o crime”, garante. Bertinotti deixa um recado. “Por fim, aqueles que se dedicam a prática desses atos de barbárie e se orgulham de fazer parte de organizações criminosas, saibam que a Delegacia de Homicídios de Joinville está vigilante e não poupará esforços na busca pela responsabilização criminal de todos”, avisa.