A Polícia Civil realizou na manhã desta segunda-feira (4) a Operação Hooligan em Florianópolis para coibir atos de violência e vandalismo por integrantes de torcidas organizadas. A ação é do Setor de Investigação e Capturas do Complexo do Continente e da Central de Investigação do Leste e Sul (CILS), em conjunto com o 22º Batalhão da Polícia Militar.

De acordo com o delegado André Marafiga, do Complexo do Continente, participaram cerca de 50 policiais civis e militares, os quais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão em residências de associados e nas sedes sociais das torcidas organizadas Gaviões Alvinegros e Mancha Azul.

Na sede da Gaviões Alvinegros, no Continente, foi apreendida uma pistola Taurus 838, calibre .380 ACP, além de dois carregadores cheios. O responsável pelo local foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

Na sede da Mancha Azul também foram apreendidos materiais | Foto Divulgação

Foram apreendidos celulares, computadores, que serão analisados para a continuidade das investigações, e uniformes das torcidas. Houve apoio também da DPCAMI da Capital, DPCAMI São José, DIC São José, 3ª DP de São José, 2ª DP da Capital, 5ª DP Capital, 10ª DP da Capital, CINI e DRE/DEIC.

“Esta operação tem um importante papel preventivo para coibir a violência nos estádios e arredores e foi baseada no histórico de violência investigado e também com as informações da Polícia Militar”, destacou a diretora de Polícia da Grande Florianópolis, delegada Eliane Chaves.

São dois inquéritos policiais em andamento. Um deles foi solicitado pelo Ministério Público de SC, que também atua em conjunto. São mais de 20 torcedores suspeitos das duas torcidas que são investigados pelos crimes de dano ao patrimônio público, rixa, associação criminosa e lesão corporal contra um policial militar atingido com uma marreta.

Sem poder ir nos jogos

Segundo o delegado Ronaldo Moretto, da CILS, alguns torcedores tiveram medidas cautelares determinadas pela Justiça e não poderão comparecer em jogos dos times, tendo que se apresentar uma hora antes das partidas em local determinado, de onde sairão apenas uma hora depois do término do jogo.

“As agremiações de futebol, tanto Avaí quanto Figueirense, não possuem relação nenhuma com essa violência. A torcida que vai ao estádio vai para torcer, leva seus familiares e é isso que nós queremos. Identificamos as pessoas que estão cometendo crimes, que fazem o uso do futebol para cometer os seus delitos e esses sim serão responsabilizados”, assinalou o delegado Moretto.

Operação Hooligan foi deflagrada pelas policias civil e militar | Foto Divulgação

O objetivo das polícias é garantir ao torcedor que vai a campo para torcer e tirar esses maus elementos que simplesmente vão lá para fazer tumulto, provocar baderna e denegrir a imagem do futebol catarinense”, ressaltou o tenente-coronel Sandro Cardoso da Costa, comandante do 22º Batalhão da Polícia Militar.

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