Está preso na Unidade Prisional Avançada (UPA) de São Francisco do Sul, no Litoral Norte catarinense, o padre preso na sexta-feira (9), na casa da mãe, no bairro Jardim Paraíso, em Joinville, sob a suspeita de ter abusado sexualmente de meninos de famílias católicas que frequentavam as igrejas nas quais ele trabalhava. De acordo com a denúncia, publicada com exclusividade no Jornal do Meio-Dia, do Grupo RIC, no sábado, os abusos aconteciam em casas paroquiais de Joinville e São Francisco do Sul. As investigações apontam que o padre teria abusado de pelo menos cinco meninos, mas a Polícia Civil acredita que o número possa ser ainda maior, e que novas vítimas surjam depois que o crime veio à tona. As investigações iniciaram há cerca de duas semanas, em São Francisco do Sul, onde o padre atuava antes de ser transferido para Joinville. Desde que a coordenação da igreja soube das investigações, ele foi afastado. De acordo com o delegado titular de São Francisco do Sul e responsável pela investigação, Marcel Araújo de Oliveira, familiares de quatro crianças denunciaram o padre e, durante a investigação, uma quinta vítima foi identificada. As denúncias iniciaram e a investigação começou depois que uma das crianças pediu socorro ao pai por meio de mensagens de WhatsApp, no fim de maio. O abuso teria ocorrido durante um retiro espiritual no qual o menino participava com o padre e outros três garotos, em uma paróquia de Joinville. O garoto se trancou no banheiro por volta das 3 horas da madrugada e mandou mensagem ao pai pedindo socorro, onde ficou esperando até que o pai chegasse. A partir daí, as denúncias e investigações iniciaram. O pai do garoto disse que assim que foi chamado pelo filho, foi resgatá-lo, mas evitou chamar a polícia no momento, porque não queria expor os garotos. A mãe do menino disse que tinha muitas reservas e não permitia que o filho fosse para a casa paroquial com o padre. Ela orientou o filho a nunca permitir que ninguém o tocasse e que, se caso isso ocorresse um dia, confiasse totalmente na família. De acordo com a Polícia Civil, cinco meninos confirmaram ter sido vítimas de abuso. Elas têm entre 12 e 13 anos e algumas afirmaram que os abusos iniciaram em 2015.