PM registra 16% mais casos de posse de drogas no primeiro semestre de 2018 em Jaraguá do Sul

Operações de repressão são constantes em Jaraguá do Sul | Foto: 14º BPM/Divulgação Operações de repressão são constantes em Jaraguá do Sul | Foto: 14º BPM/Divulgação

Segurança

Por: Claudio Costa

sábado, 10:20 - 28/07/2018

Claudio Costa

A Polícia Militar registrou 442 ocorrências envolvendo posse de drogas nos primeiros seis meses de 2018 em Jaraguá do Sul. O número é 16% maior se comparado com o primeiro semestre de 2017, quando foram anotadas 381 ocorrências do tipo no município.

De acordo com o subcomandante do 14º Batalhão de Polícia Militar, major João Carlos Benassi Kuze, apesar de o número ser maior, não houve mudanças na postura da PM quanto às abordagens a usuários de drogas no município. As apreensões mais comuns se referem a maconha, crack e cocaína.

Porém, o major Kuze comenta que há uma política de tolerância zero para o uso de drogas em Jaraguá do Sul. A Polícia Militar trabalha, segundo o oficial, dentro da teoria das vidraças quebradas. Para ele, um pequeno delito, como o uso de drogas, acaba por criar um ambiente que favorece a prática de crimes de média e alta complexidade.

“Dessa forma, nós, em momento algum, desconsideramos os pequenos delitos, dentre eles a posse de entorpecentes. Naturalmente, nós fazemos a ligação direta do uso com o tráfico de drogas”, afirma.

Ele reitera que o uso de entorpecentes acaba por causar outros delitos, como a depredação de ambientes públicos, pequenos furtos, brigas e também a perturbação. “O usuário acaba se ligando a outras pessoas que fazem o uso da droga e não são boas influências. Isso acaba fomentando outros cometimentos de crimes. Então, nós somos intolerantes à posse de entorpecentes”, explica.

Apesar desta intolerância, Kuze ressalta que a prioridade das guarnições em serviço é atender aos chamados feitos pelo telefone 190, ocorrências que exigem a presença da Polícia Militar. O oficial comenta que as equipes são estimuladas a observar situações suspeitas e, desse modo, fazer a abordagem de pessoas que estejam utilizando drogas ou mesmo portando. As abordagens são feitas apenas durantes as rondas, quando os policiais militares estão livres de alguma ocorrência prioritária.

O major relata que os policiais militares estão cientes de que precisam fazer o processo de maneira correta, inclusive com a confecção de um termo circunstanciado durante um flagrante. “Como há muitas ocorrências, seja ela de perturbação de sossego, uma que gera uma grande demanda para as guarnições, nós vamos dar prioridades aos chamados, em que a população precisa da nossa presença”, afirma, ao ressaltar que as abordagens a usuários ficam em segundo plano.

Prevenção para evitar aumento do consumo

A Polícia Militar aposta em alternativas para diminuir o número de usuários de drogas em Jaraguá do Sul. O Programa de Prevenção às Drogas e à Violência (Proerd) e o Cidadão da Paz são dois exemplos de iniciativas que estão em busca de uma juventude consciente quanto ao problema das drogas.

“O 14º Batalhão desenvolve ações da ponta da prevenção até a ponta da repressão. Nós estamos trabalhando muito antes do crime acontecer com ações como o Proerd e o Cidadão da Paz, os Conselhos de Segurança e Rede de Vizinhos”, comenta.

O oficial também frisa o trabalho feito pelas guarnições na prevenção direta de delitos. Kuze salienta que várias operações com cunho ostensivo são realizadas pelos policiais militares em Jaraguá do Sul, utilizando inclusive unidades especializadas como o Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) e as Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam).

“Nós trabalhamos com uma repressão qualificada, quando envio a Rocam com dois ou três policiais que se deslocam de uma maneira muito mais rápida e ágil que uma radiopatrulha”, resume.

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