A PM de Jaraguá do Sul está atenta nos motoristas e indivíduos que andam compartilhando pelas redes sociais informações sobre a localização de operações de trânsito, popularmente chamadas de “blitz”. A atenção começou depois que um caso de prisão de uma pessoa abriu a ampla discussão sobre o assunto, e trouxe à tona a possibilidade de prender a pessoa envolvida nesse tipo de divulgação. O caso é de uma jovem de 22 anos que foi presa em flagrante, no final da tarde da última segunda-feira (30), após ter sido parada em uma blitz de trânsito, que estava ocorrendo na rua Jairo Luiz Ramos, no bairro Sagrado Coração de Jesus, em Lages. O motivo? Ela enviou fotos da blitz enquanto estava parada, o que segundo a PM, viola o artigo 265 do Código Penal, que é o de atentar contra a segurança ou funcionamento de serviço de água, luz, força ou calor, ou qualquer outro de utilidade pública, no caso, a blitz. De acordo com a Polícia Militar, e segundo informações do jornal local Diário Alto Vale, durante a blitz, a PM realizou a abordagem do veículo Chevrolet Corsa, com placa de Otacílio Costa, que era conduzido pela jovem. O veículo apresentava débitos e licenciamento atrasado. Enquanto eram tomadas as medidas administrativas, a jovem tirou fotos do local da blitz e enviou para um grupo no aplicativo WhatsApp. Os policiais foram alertados por outras pessoas sobre o fato e deram voz de prisão à jovem. A mesma confirmou que enviou fotos e localização da blitz para o grupo no intuito de ajudar outras pessoas que estivessem com irregularidades. Diante dos fatos, veículo foi removido ao pátio e condutora encaminhada à Delegacia de Polícia Civil para as devidas providências. Confeccionado o boletim de ocorrência de prisão em flagrante. Segundo o responsável pelo setor de trânsito do 14° Batalhão de Polícia Militar, Tenente Antônio Benda Rocha, quem divulga blitz, está ajudando o lado errado da sociedade. “A blitz traz efetivamente segurança. Não só pela abordagem e pelas verificações, mas também por trazer ao bairro e aos moradores da localidade a sensação de segurança, afastando também os mal-intencionados. Quem publica isso está apoiando a parte errada da sociedade” afirmou Benda. Ainda segundo ele, os policias tem amparo legal para realizar a detenção. “A detenção é legitima e se o policial flagrar situação do gênero ele está amparado legalmente para dar voz de prisão. A pena é reclusão de um a cinco anos e multa. Sendo que a pessoa é conduzida pois não cabe termo circunstanciado” concluiu.