A Polícia Militar Rodoviária admitiu que errou nos procedimentos adotados após o acidente envolvendo o ex-deputado federal João Pizzolatti, na SC-401, em Blumenau. O acidente aconteceu no início da tarde desta quarta-feira (20) e ganhou repercussão nacional porque o político envolvido no escândalo da Lava Jato estava com sinais de embriaguez. Pizzolatti se evadiu do hospital após chegar na unidade a pedido de um médico. O erro foi admitido comandante da 3ª Companhia do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária, capitão Pablo Davi Henden, em entrevista à NSC TV. “Fomos ao local com a notícia de um acidente com três vítimas. Na hora em que chegamos no local, já havia um cidadão detido dentro de uma viatura da Polícia Militar da área, inclusive para garantir sua integridade, pois populares queriam agredi-lo”, comentou Henden. O capitão da PMR explicou que, após saberem que a vítima se tratava do ex-deputado João Pizzolatti, os procedimentos começaram a ser feitos. “Foi feito a confecção de um boletim de ocorrência, de um boletim de acidente de trânsito e oferecemos o teste do bafômetro para demonstrar que ele não estava embriagado, não obstante os sinais de embriaguez. Ele obviamente se negou a fazer o teste. A partir daí a Polícia Militar fez o laudo de constatação de embriaguez”, afirmou o capitão da PMR. Além da descrição dos sinais, os policiais militares colheram assinaturas de duas testemunhas que não tinham envolvimento com o acidente. Depois, segundo Henden, um médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pediu que Pizzolatti fosse levado ao hospital. “Havia a suspeita de um edema ou de um traumatismo craniano na cabeça do senhor Pizzolatti”, ressalta o policial militar rodoviário. “Na chegada do senhor João Pizolatti no hospital, ele acabou se evadindo, né? A Polícia Militar Rodoviária acabou demorando um pouquinho para chegar, acabou não fazendo a escolta da ambulância. A gente demorou para concluir os trabalhos de confecção de documentação e o senhor Pizzolatti se evadiu do hospital sem atendimento”, ressalta o comandante da 3ª Companhia do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária. Com informações da CBN.